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Candidato a federal, Guilherme Ribeiro defende apenas uma reeleição para cargos políticos

Candidato a federal, Guilherme  Ribeiro defende  apenas uma reeleição para cargos políticos
Para Ribeiro, a população deve se conscientizar da importância do voto e não escolher de última hora em quem vai votar. Foto: Divulgação

Guilherme Ribeiro, candidato a deputado federal pelo PRB, em visita ao Diário Regional, defendeu a reforma política e que esta restrinja a apenas uma reeleição para cargos políticos. Formado em relações internacionais e mestre em gestão e políticas públicas com tese de judicialização de medicamentos oncológicos no Estado de São Paulo, Ribeiro afirmou que, apesar de a população almejar renovação dos quadros políticos, a mudança não deve chegar a 50% nestas eleições.

“Acredito na renovação parcial, menos de 50% do Congresso. Espero e estou batalhando para estar dentro, porque acho importante fazermos oxigenação. Tanto que sou favorável à reforma política, na qual é importante colocar que se tenha direito a apenas uma reeleição”, destacou, ao afirmar que “a profissionalização da po­lítica é inaceitável”.

Ribeiro, que concorreu a deputado federal em 2014, mas pelo PP, afirmou que a população tem de se conscientizar da importância do voto. “A pessoa pega na rua (o santi­nho) na hora de votar e esquece que o deputado, o Legislativo, é quem vai ajudar o Executivo a concretizar as propostas. Aí acontece o que ocorreu nos últimos quatro anos, que mudou o governo. O impeachment de Dilma (Rousseff/PT), por exemplo, que não tinha força e quem governou foi o Congresso. O (Eduardo) Cunha (ex-presidente da Câmara Fede­ral) só caiu porque estava com a popularidade muito em baixa e a população começou a criticar. Do contrário continuaria lá até hoje”, pontuou.

O candidato, que é diretor da Sociedade Esportiva Palmeiras, destacou as dificuldades de se concorrer às eleições sem nunca ter exercido mandato. Porém, afirmou que está preparado para o desafio. “Temos de nos fazer conhecidos e com poucos recursos. Não temos Fundo Partidário, não tem mais financiamento jurídico. Pessoa física não tem, ainda, o costume de ajudar. Porém, acho que é um desafio bom e a receptividade na rua está sendo muito boa”, disse.

PROPOSTAS

Além de apresentar propostas para a saúde em função de ter mestrado nessa área, Ribeiro defende a inclusão no esporte. “Por estar dentro do Palmeiras, vi a questão muito forte que é a inclusão no esporte. Hoje tem a lei de incentivo fiscal voltado ao setor. Porém, o clube é beneficiado, faz ação social, mas nem sempre a população que mais precisa tem acesso. Por exemplo, o Palmeiras fica na zona oeste, quem está na zona sul e leste não consegue ir até o clube. O mesmo acontece com o Co­rinthians. Precisamos adequar a lei e fazer com que uma parte do que o clube recebe seja aplicado em alguma comunidade. Dessa forma, você integra a criança, dá disciplina, tira das drogas e da rua, e vira parceiro das cidades”, afirmou.

Quanto à judicialização de medicamentos (a Justiça obriga o governo a fornecer medicamento ao paciente), outra bandeira em eventual mandato, Ribeiro des­tacou que não está prometendo remédio para a população. “Faz parte da Constituição. Entre­tanto, mais de 60% dos que obtêm a judicialização e o acesso aos medicamentos são pessoas que tiveram condição de ter um bom advogado. Isso prejudica toda a gestão de um governo, que pega um valor que não estava esperando, compra e fornece para manter pessoas que têm maior renda. Isso não é justo. Não defendo o fim da judicialização, mas sim, colocar regras, para deixar mais uniforme, já que o SUS fala que é para todo mundo”, disse.

PAULO MALUF

Guilherme conta com o apoio do deputado cassado Paulo Maluf (PP), mas descarta ter medo de ser associado à corrupção. O ex-parlamentar, de 86 anos, foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro e atualmente cumpre prisão domiciliar em São Paulo.

O candidato é filho de Jesse Ribeiro (PP), assessor e amigo de Maluf há mais de 40 anos. “Temos, sim, uma ligação bem próxima com o dr. Paulo. Não vou questionar a Justiça. O que posso dizer é que, nestes anos todos que estivemos juntos, nunca tivemos pedido que fosse ilegal, imoral ou algo assim por parte dele. Quando me questionam se não tenho medo de que me associem com corrupção, digo que não. Em nenhum momento meu nome esteve ligado a alguma falcatrua por onde passei. Passei pela CDHU, pela Fiesp, estou no Palmeiras. Te­nho gratidão a Maluf. Sempre me ajudou. Me abriu as portas. Então, sou muito grato a ele e não vou esconder isso da minha trajetória”, pontuou.

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