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Câmaras do ABC têm renovação de 51,4%, com 73 novos vereadores

Dos 142 vereadores eleitos para as sete Câmaras Municipais do ABC a partir de 2 de janeiro de 2017, 73 deles não estavam no cargo. Com isso, o índice de renovação dos Legislativos na região alcançou 51,4% dos parlamentares. O porcentual é maior que o registrado nas duas últimas eleições: 46,2% em 2008 e 45,3% em 2012.

Entre as cidades, a maior renovação ocorreu em São Caetano, onde 68% (13) dos 19 parlamentares não estavam em exercício de mandato eletivo. Em seguida aparece Ribeirão Pires, que terá 65% de novos vereadores na próxima legislatura, ou 11 de um total de 17 cadeiras. Rio Grande da Serra renovou 62% do seu quadro de parlamentares, elegendo oito novos vereadores para um total de 13 vagas.

Em Diadema, 57%, ou 12 dos 21 vereadores eleitos, não atuavam na Câmara. São Bernardo teve 43% de renovação, com 12 novos parlamentares entre os 28 eleitos. Em Mauá, de um total de 23 cadeiras, nove vereadores são novatos, com renovação de 39%. Santo André teve a menor taxa, trocando oito dos 21 vereadores, renovação de 38%.

A cientista política e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) Jacqueline Quaresemin diz que o aumento de quase seis pontos porcentuais na renovação dos Legislativos na comparação entre 2016 e 2012 é significativa, mas questiona em que termos isso ocorreu.

“É inegável que há renovação qualitativa, com número considerável de novos candidatos ocupando as Câmaras, mas houve uma renovação qualitativa?”, questionou.

“Houve renovação dos partidos? Houve a eleição de candidatos comprometidos com as causas sociais, com as lutas das minorias? É esse o questionamento mais importante a ser feito, mais importante do que a simples troca de nomes”, completou.

Conforme matéria publicada pelo Diário Regional em 4 de outubro, o partido que mais aumentou sua participação na região, em número de vereadores, foi o PSDB, que passou de nove candidatos eleitos em 2012 para 22 em 2016, aumento de 144%. Em contrapartida, o PT foi a legenda que mais perdeu espaço, caindo de 29 parlamentares eleitos no último pleito municipal para 16 nesta eleição, recuo de 45%.

“O que a gente vê, de maneira geral, é a consolidação do poder do partido que está no governo do Estado há mais de 20 anos e que já se desenhava em 2014, quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi reeleito ainda no primeiro turno, com 57% dos votos válidos”, citou.

“O PT passa por um grande processo de rejeição pela população, incentivado por parte da grande mídia, mas ainda é um grande partido e tem, neste momento, a obrigação história de ressignificar sua existência”, concluiu Jacqueline.

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