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Câmara vota crédito para novo hospital de Diadema

Câmara vota crédito para novo hospital de Diadema
Michels: “a partir do momento que tivermos a garantia, vamos apresentar o projeto-executivo”. Foto: Arquivo

A Câmara de Diadema volta a analisar hoje (16) projeto de lei do Executivo que prevê contratação de financiamento no valor de R$ 125 milhões junto à Caixa Econômica Fe­deral, visando à construção do novo hospital municipal. O projeto está na Câmara desde dezembro de 2017 e já foi adiado por falta de consenso. Mesmo entre os parlamentares da situação havia ques­tionamentos como o va­lor das parcelas e por quanto tempo o financiamento seria pago.

Segundo o prefeito Lauro Michels (PV), as questões dos parlamentares já foram sanadas. “Entendo que os ve­readores tiveram algumas dúvidas e que já foram sanadas. Agora, o projeto desce para a pauta do dia, a fim de que a cidade possa prosseguir com os do­cumentos necessários junto à Caixa”, destacou o chefe do Executivo, em evento para entrega das matrículas de regula­rização fundiária do Núcleo Três Mosqueteiros.

Segundo Michels, após a aprovação pelos veradores ain­da resta longo trâmite até a liberação dos recursos. “Esse dinheiro não cai diretamente na conta, como muitos podem pensar. Há um projeto, despendido por partes. Temos o terreno, um projeto básico. A partir do momento que tivermos a garantia (da Caixa), vamos apresentar o projeto-executivo, para depois fazermos a licitação e iniciarmos a obra por etapas, cujos recursos também serão liberados da mesma forma”, pontuou.
Michels afirmou que o novo hospital é um desejo antigo do município.

“É um so­nho da cidade. Não do prefeito. O município possui hoje o rating B- (nota de classificação de risco de crédito). Então, subimos para 17 nossa capacidade de pegar empréstimos para fazer investimentos na cidade. Gostaria de começar e terminar (a obra). Dá para fazer isso, desde que essa parte burocrática da Câmara seja feita de forma mais célere”, ressaltou.

O projeto do novo hospital prevê 240 leitos, dos quais 65 serão de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), maternidade, centro cirúrgico, central de imagens, entre outras dependências.

PRÉDIO DO HM

Michels reafirmou que não vai deixar o prédio do Hospital Municipal, no bairro Piraporinha. O imóvel pertence ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que deu prazo de 90 dias para sua desocupação. A notificação foi enviada à prefeitura dia 15 deste mês.

“Não tenho preocupação nenhuma quanto a isso. Não vamos desocupar o Hospital Municipal. Estive no Pa­trimônio da União, em São Paulo, organizando toda parte documental do hospital. Já é mais do que provado que a cidade faz a sua parte para com o INSS, e vejo que a União tem de ser cooperadora do município. Não cobradora do município”, pontuou.

O prefeito descartou pa-gar aluguel pelo imóvel e afirmou que vai continuar usando o prédio enquanto puder. “Já se resolveu o problema do Hospital do Ipiranga, em São Paulo, que é do Estado, e vai se resolver também o de Dia­dema, passando a ser nosso, para que se possa até dar esse imóvel como garantia, ou, no futuro, jogar tudo aquilo abaixo e fazer alguma coisa positiva para a população do Piraporinha”, afirmou.

Segundo a prefeitura, “o Hospital Municipal de Diadema atende diariamente cerca de 700 pessoas e prima por oferecer atendimento pleno, sem restrição, em todos os dias da semana, nas 24 horas, sendo a única referência hospitalar para os atendimentos de urgência/emergência nas áreas de cirurgia geral, ortopedia, clínica médica, psiquiatria e obstetrícia. É um hospital ‘porta aberta’, referência dos bombeiros, SUS, SAMU, e de importantes rodovias do estado, como o sistema Anchieta-Imigrantes e Rodoanel. Cerca de 20% dos atendimentos correspondem a moradores de São Paulo e São Bernardo”.

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