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Câmara de São Bernardo rejeita projeto do Museu do Trabalhador

Ferrarezi: “prefeitos eleitos já estão construindo suas bases”. Foto: Eberly LaurindoA Câmara de São Bernardo rejeitou na sessão de ontem (30) o projeto de lei do prefeito Luiz Marinho (PT) que visava a oficialização do Museu do Trabalho e do Trabalhador, em fase de construção na Praça Samuel Sabatine, no Baeta Neves. A proposta, que visa garantir a destinação do espaço para abrigar acervo sobre a história da classe trabalhadora da cidade, recebeu 16 votos contrários e apenas seis a favor – todos da bancada petista.

Os demais integrantes da base de Marinho se posicionaram contra o projeto, sinalizando possível sustentação ao prefeito eleito Orlando Morando (PSDB), que quer outra destinação para o museu.

“Creio que os prefeitos eleitos em todas as cidades já estejam construindo suas bases nas Câmaras e isso se refletiu hoje (ontem). É a manifestação de construção de base para o próximo governo. Essa base agiu e é uma tendência que continue assim em todos os projetos. É uma sinalização”, afirmou o presidente da Câmara, José Luís Ferrarezi (PT).

A intenção da atual administração é concluir a obra do museu até o final deste mandato, a fim de evitar que Morando concretize promessa de campanha de transformar o local em Fábrica de Cultura, por meio de parceria com o governo estadual. O posicionamento dos vereadores, porém, pode ter prejudicado os planos do governo. “Todos estão sensibilizados com a dor de cabeça que esse museu trouxe para a cidade. Os vereadores entenderam que não é momento para dar prêmio ao PT e ao Lula. Daqui para frente teremos mais calma para construir uma ideia que contemple a todos na parte cultural”, disse o vereador Pery Cartola (PSDB).

De autoria do Executivo, o projeto que prevê a criação de um Conselho de Turismo na cidade também foi rechaçado pelos vereadores, após receber seis votos favoráveis. Na avaliação do vereador Tião Mateus (PT), ambos os revezes do governo são resultado da falta de articulação entre o Executivo e sua base aliada.

“O governo não teve articulação e não houve orientação depois da eleição. Isso atrapalha, porque não sabemos como votar. Sequer sabíamos se o projeto do museu ia mesmo entrar em votação. É uma obra importante porque resgata a história de uma cidade que tem 463 anos. Aqui tem história de italianos, batateiros, da indústria automotiva. Nossos filhos precisam conhecer essa história, mas para se concretizar (a aprovação do projeto) é preciso orientação e articulação”, sustentou o petista.

Orçamento

A proposta orçamentária de R$ 5,3 bilhões para 2017 – primeiro ano de governo de Morando – foi adiada por uma sessão e deverá ser votada na próxima quarta-feira.

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