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Câmara de Santo André vai antecipar devolução de verbas para pagamento de extras

Castro: “Qual é o problema do frigobar? Todos têm”. Foto: Eberly LaurindoApós protesto de servidores públicos durante expediente da última terça-feira (29), o presidente da Câmara de Santo André, Ronaldo de Castro (PRB), informou ontem (1º) que vai antecipar a devolução de R$ 3,4 milhões à prefeitura em verbas não utilizadas pelo Legislativo, como forma de garantir o pagamento das horas extras referentes a outubro do funcionalismo público. A decisão foi anunciada após reunião entre a presidência da Câmara e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) do município.

A possibilidade de antecipar o estorno do montante foi levantada pelo prefeito Carlos Grana (PT), em reunião com a categoria na terça-feira. No início do ano, a mesma manobra financeira já havia sido utilizada para pagamento das subvenções destinadas a entidades assistenciais que atuam no município. “Estamos mais uma vez ajudando a prefeitura. É um dinheiro que o prefeito vai usar da forma que achar necessária”, destacou Ronaldo.

Do total previsto para ser devolvido, R$ 2,5 milhões serão destinados ao pagamento das horas extras e outros R$ 60 mil para repasse à Associação de Voluntários da Saúde de Santo André (AVSSA) – uma das entidades contempladas com emendas do Orçamento, mas que até o momento não receberam o recurso. O pedido de inclusão do valor destinado à associação partiu do vereador Eduardo Leite (PT). A previsão é que a devolução seja efetuada até a próxima quinta-feira.

“Os vereadores que acompanharam a reunião com o prefeito me procuraram, mas já tinha me adiantado para fazer esse levantamento. Ía­mos devolver R$ 2 milhões apenas, mas depois conversei com a categoria hoje (ontem), que pediu R$ 2,5 milhões, que é o valor devido”, explicou Castro. Segundo o presidente, os R$ 900 mil restantes ficarão à disposição do Paço para cobrir necessidades da administração.

Frigobar

O presidente da Câmara também voltou a defender a compra de frigobares para os 21 gabinetes dos vereadores. O edital para a aquisição dos equipamentos foi aberta na última quarta-feira nos atos oficiais do município. Segundo o documento, a estimativa de gastos com os refrigeradores é de R$ 27 mil. Castro, porém, afirmou que o valor deverá ficar abaixo do inicialmente previsto.

“Qual o problema do frigobar? É um utensilio necessário. Todos têm. É normal e bom para os funcionários”, sustentou o republicano. “Todos os vereadores já sabiam. Foi falado nas reuniões e foram a favor. Apenas foram contrários os que vão sair e não vão usar o frigobar”, finalizou o presidente.

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