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Câmara de Diadema não vota hospital e nem convênio para crianças

Câmara de Diadema não vota hospital e nem convênio para crianças
Michels: “já demos as explicações.” Novo complexo hospitalar iria substituir Hospital Municipal. Foto: Arquivo

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), voltou a ter dificuldades com a governabilidade na Câmara Municipal. Apesar de contar com a maioria dos vereadores em partidos que integram a base governista, o verde não tem conseguido a aprovação de projetos do Executivo, entre eles, o que aprova a obtenção de empréstimo com a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 125,8 milhões para construção de novo hospital.

O texto chegou à Câmara em dezembro de 2017 e já foi adiado por duas vezes. Em 21 de fevereiro aconteceu reunião entre parlamentares e os secretários de Saúde, Luiz Claudio Sartori, de Finanças, Jorge Luiz Demarchi, e de assuntos Jurídicos, Fernando Machado, com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre o projeto, que tem tido resistência até de vereadores da base.

Depois disso, além do projeto não voltar à ordem do dia, também não foram realizados novos encontros. “Já demos as explicações que tínhamos de dar e esperamos o bom senso para que os vereadores decidam e coloquem para votar. A cidade precisa de um hospital. O dinheiro eu consegui, financiado, mas consegui”, afirmou o prefeito em entrevista ao Diário Regional.

Segundo o parlamentar, ainda não existe projeto executivo, porque seria necessário investimento de 5% a 6% do valor total da obra. “Não vou gastar esse dinheiro se ainda não tenho a garantia do empréstimo”, justificou. “Temos o projeto básico, que já foi apresentado para os vereadores, para o Diário Regional, tanto que conseguimos o empréstimo junto à Caixa”, completou.

Michels afirmou que devido à demora em aprovação do projeto na Câmara, a cidade terá de reiniciar o processo de obtenção de empréstimo junto ao banco, uma vez que o prazo inicial já expirou. “Vou recomeçar o processo na Caixa, mas a cidade corre o risco de perder o recurso”, alertou. “A Câmara tem de ser republicana e não pode fazer o que vem fazendo. Acho que falta aí alguma coisa dos vereadores com o governo e o governo está disposto a ter o diálogo que os vereadores quiserem, dentro da sensatez”, completou. A expectativa do governo é que em 15 dias haja nova reunião para destravar o projeto.

Informações

Líder do bloco de oposição, o vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT) nega que a Câmara esteja agindo contra a cidade e alega que faltam informações mais claras nos projetos que têm sido enviados pelo Executivo. “Saímos da última reunião (em 21 de fevereiro) com a proposta de que a equipe técnica da Secretaria de Saúde estaria retornando à Câmara e trazendo dados para que pudéssemos nos aprofundar na discussão”, explicou.

O parlamentar citou que não está claro onde será construído o hospital, se o recurso que está previsto no empréstimo com a Caixa é o bastante ou serão necessárias outras fontes de recurso; se haverá parceria com escolas de medicina e quais são os termos para pagamento do financiamento. “Tem uma série de informações que estamos aguardando e esse é o grande motivo desse projeto não avançar. Não iremos de forma alguma autorizar um financiamento em branco”, finalizou.

Líder de governo, o vereador Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), adotou tom cauteloso ao comentar a situação. “Não tenho entendimento que a Câmara está atrapalhando o governo, nem o governo está atrapalhando a Câmara. Há divergências de entendimento, estamos discutindo para chegar a um denominador comum que não venha trazer prejuízo no futuro nem pro erário nem pra população”, pontuou.

Convênio com Sesi não foi aprovado, mas instituição confirmou parceria

As dificuldades do governo de Diadema com a Câmara Municipal tem resultado na rejeição ou até na não votação de diversos projetos. Texto de autoria do Executivo de Diadema que autorizava convênio com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para formação esportiva de 310 crianças não chegou a ser votado após os parlamentares alegarem que o envio foi feito em cima da hora pelo governo.

No entendimento dos parlamentares, não havia clareza sobre os termos da parceria para o projeto Atleta do Futuro, nem quem seriam os beneficiados. “São crianças e adolescentes das comunidades próximas ao Sesi, no Taboão, no Canhema. Com vulnerabilidade alta, sem condições de acesso a uma piscina”, justificou o prefeito Lauro Michels.

“As inscrições são pela Secretaria de Esporte e a seleção vai ser feita pelo Sesi e pela prefeitura, as aulas já estão para começar, nas próprias unidades do Sesi”, completou. Sem a aprovação da Câmara, o Sesi assumiu todos os custos da parceria – Diadema cederia profissionais.

Para o líder da oposição, vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), não havia necessidade de enviar projeto para a Câmara autorizar o convênio. “Em São Bernardo, a parceria foi firmada sem passar pelo Legislativo”, justificou. Na cidade vizinha, 4 mil crianças serão beneficiadas.

“Não tinha informação no projeto, que chegou aqui 15 minutos antes da sessão. Nem os vereadores da base sabiam o que era e no dia seguinte o presidente do Sesi (Paulo Skaf/MDB) esteve aqui e disse que não tinha necessidade de aprovar o convênio que eles iam custear”, pontuou. “Precisa esclarecer melhor que relação a prefeitura quer ter com a Câmara”, finalizou.

3 Comentários

  1. Sou leigo, no assunto mas sou morador e utilizo hospitais da região. Por que ao invés de fazer mais hospitais vcs não melhoram os que já existe pois gastariam menos é acho que consegueriam atender a população, pois nem os que existem está dando conta não sei se é falta de funcionários ou ma vontade mesmo pois quando precisei fiquei muito triste em ver as condições de nossos hospitais , o atendimento muito ruim pessoas precisando é jogada pelos corredores não por falta de espaço mas sim talvez u
    ma pequena boa vontade dos funcionários

  2. Nossos políticos sao uma benção, podendo investir em uma reforma de nossos hospitais, contratarem profissionais responsáveis que gostem de atuarem na profissão escolhida, para assim melhorar nos atendimentos, escolhem tentar e quase certeza de conseguir essa contruccon de um novo hospital. Por acaso eles frequentam o Quarteirão da Saúde? Dêem uma passadinha lá. Talvez mudem o pensamento de construir uma nova “Obra de Arte”. Tanto investimento em uma obra para não ter atendimento, sem contar que não são utilizados todos os setores. Bom trabalho políticos maravilhosos. Todos estão de parabéns

  3. Estamos precisando de médicos na UBS um hospital que não funciona como o quarteirão já temos precisamos que Saúde funcione em Diadema interesse em todos sentidos ,falta até medicamentos muito triste

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