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Câmara de Diadema aprova adiamento de IPTU e antecipação de feriado para amanhã

Câmara de Diadema aprova postergação de IPTU e antecipação de feriado para amanhã
Marcos Michels: “colocar a bandeira do Brasil nas costas não vai proteger contra o vírus”. Foto: Reprodução Youtube

Em meio a críticas ao governador João Doria (PSDB) e ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de cobranças ao prefeito Lauro Michels (PV) sobre onde foram investidos os valores liberados para contenção do coronavírus, os vereadores de Diadema aprovaram, nesta quarta-feira (20), projeto do Executivo que posterga o pagamento das parcelas de maio a agosto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da taxa de coleta de lixo.

Também foram aprovadas as medidas que preveem a antecipação do feriado de Corpus Christi para amanhã (22), e a que cria o Fundo Municipal de Políticas sustentáveis e Gerenciamento do sistema de Resíduos Sólidos. As propostas que tratam do feriado e do IPTU têm como objetivo mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Aprovada com 18 votos favoráveis, a proposta que prevê a postergação do vencimentos das parcelas do IPTU entre maio a agosto para setembro, outubro, novembro e dezembro, respectivamente, visam, segundo o Exe­cutivo,“ que o contribuinte tenha período razoável para se focar no sustento, na retomada das atividades comerciais e na recuperação dos empregos”.

O vereador Ronaldo La­cerda (PTB) tentou empla­car emenda que previa isenção dos tributos às famílias que recebem menos de dois mínimos. Entretanto, a proposta não pode ser colocada em votação devido ao regimento da Casa.

FERIADO

O projeto que prevê a antecipação do feriado objetiva aumentar o índice de isolamento social e foi votado em meio a críticas de falta de união entre os governos federal e estadual, de disputa de egos e de ‘falta de peito’ para decretar o lockdown (bloqueio total de uma região).

Para Ronaldo Lacerda, as medidas tomadas até o momento são balão de ensaio. Já o petista Josa Queiroz chama de pirotecnia. Ambos votaram contrariamente à medida.

“Temos visto muita pirotecnia e disputa de ego entre Jair Bolsonaro, João Doria e (prefeito da Capital) Bruno Covas (PSDB). Está faltando coragem, conhecimento e estudo para que, de fato, sejam tomadas medidas efetivas no enfrentamento (do covid-19). Não dá para ficar votando em medidas intempestivas. Ora é rodízio de placas pares e ímpares, ora é fechamento, ora é abertura e o que temos visto é o aumento de mortes. Nos deparamos com a falta de condição técnica, ministros que são demitidos e cientistas sendo desconsi­derados. Medidas como o uso obrigatório de máscaras foram tomadas há alguns dias. Estão fazendo experiências e está medida é mais uma”, afirmou.

Segundo o petista, os líderes não têm coragem de decretar o lockdown por ser impopular. “É radical e a única medida que de fato vai fazer o enfrentando (ao coronavírus). É impopular, mas neste momento não se deve levar em conta a popularidade e, sim, a salvação de vidas. Não podemos estar embarcando na mesma canoa. Lauro não entre na disputa de ego do governador e do prefeito (da Capital, Bruno Covas (PSDB)”, destacou Josa.

Para Marcos Michels (PSB), o momento de se de­cre­tar lockdown passou. “Desde 5 de março se fala de pandemia. Perdemos o momento de fazer o lockdown entre 13 e 16 de março, quando se fez o primeiro decreto sobre fechamento de escolas e comércios. Lá já tínhamos muitas informações. A Itália já estava no meio da pandemia. A população e muitos líderes não acreditavam (no vírus) e hoje alguns ainda não acreditam. Tem morador que vai esperar morrer algum familiar para acreditar. Faltou peito de lideranças como nosso presidente, que não acredita ainda hoje”, pontuou.

Segundo o vereador, a p­opulação cansou e abandonou (o isolamento) por conta das medidas “que vêm sendo tomadas a esmo”. Afirmou, ainda, que o prefeito está atendendo decreto do governo estadual, mas que faltou reunião entre todos os prefeitos paulistas para definir um megaferiado. “Não foi conversado com todos os prefeitos. Cada um quer dar o tiro, acreditando que será o tiro certo.”

Marcos Michels afirmou que a prefeitura vem fazendo ações para impedir as aglomera­ções, como os pancadões, que continuam ocorrendo. Porém, o efetivo é pouco para fiscalizar todos os pontos das festas.
“Falar que não está fazendo nada, não é verdade. A prefeitura está agindo. O problema é que não consegue chegar aos seis pontos ao mesmo tempo. Além disso, leva tempo para fazer as autuações. Porém, a população tem de cooperar. Você fala (do perigo de contágio) e alguns dão risada. Parece que se colocarem uma bandeira do Brasil nas costas estão protegidos. Cuidado, a bandeira não vai proteger não”, disse.

2 Comentários

  1. Meu IPTU vence amanhã com essa aprovação só vou pagar em setembro estou confuso

  2. Vágner de Oliveira

    Foi aprovado a paralisação do IPTU em diadema como faço? É só não pagar ? Aí automático a paralisação?

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