Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

Câmara congela salário de vereadores em R$ 15 mil

Ferrarezi: “Vereadores chegaram à conclusão de que não há condições para reajuste”. Foto: Eberly Laurindo

A Câmara de São Bernardo aprovou na sessão de ontem (21) o projeto de resolução que congela os salários dos vereadores eleitos para a próxima legislatura. A medida mantém em R$ 15.031,75 os vencimentos mensais dos parlamentares, que, por lei, podem receber até 75% do salário de um deputado estadual – na Assembleia paulista, o subsídio gira em torno de R$ 23 mil mensais.

Apesar de alguns vereadores terem defendido o aumento durante discussões preliminares sobre a proposta, a decisão pela manutenção teria acontecido por meio de consenso.

A possibilidade de aumento vem sendo debatida internamente desde o primeiro semestre, mas teve a discussão adiada devido à repercussão negativa que causou junto à população. Por uma questão estratégica, os vereadores preferiram enterrar a polêmica aprovando o congelamento a pouco menos de duas semanas para o pleito municipal.

A resolução foi avalizada por meio de acordo de lideranças, junto a um bloco de sete outras propostas de menor relevância, como denominação de escola municipal e criação de data no calendário oficial do município.

“Para que a gente pudesse costurar esse acordo, tivemos de discutir essas outras pautas também, mas foi pacífico. Os vereadores chegaram à conclusão de que não há condições para se pensar em reajuste salarial. Esse consenso facilitou o acordo. Nas últimas sessões de junho (antes do recesso), eu sempre disse que a gente teria de legislar sobre isso em algum momento e que não poderíamos ser omissos”, destacou o presidente do Legislativo José Luís Ferrarezi (PT). O último reajuste dado aos vereadores da cidade foi concedido em 2012.

Apesar de um acordo apalavrado para supressão das justificativas de voto, os parlamentares Julinho Fuzari (PPS), Tião Mateus (PT), Pery Cartola (PSDB), José Cloves (PT) e José Walter Tavares (PHS) aproveitaram a oportunidade para enaltecer a iniciativa dos vereadores e destacar que o “momento econômico” do país não permite aumento dos gastos públicos.

CPI 

Reunida pela segunda vez, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar supostas irregularidades no Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo (Imasf) de São Bernardo aprovou ontem (21) a convocação do ex-presidente da autarquia Valdir Miraglia; do diretor da empresa Acqua, Ronaldo Querodia, além da atual superintendente do Imasf, Glória Satoko Kono. O grupo também avalizou o convite para que o prefeito Luiz Marinho (PT) compareça à CPI e o pedido de acesso aos organogramas do Imasf entre os anos de 2008 e 2015.

A empresa Galloro, responsável por auditoria realizada no instituto no ano passado, também foi convocada a falar à comissão.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*