Política-ABC, São Bernardo do Campo

Câmara aprova projeto de Morando que extingue o Imasf

Câmara aprova projeto de Morando que extingue o Imasf
Servidores protestaram contra a aprovação do projeto, em ato que começou em frente à sede da autarquia e terminou no Paço Municipal. Foto: Divulgação/Sindserv

A Câmara de São Bernardo aprovou “a toque de caixa” nesta quarta-feira (30) projeto de autoria do prefeito Orlando Morando (PSDB) que autoriza o Paço a extinguir o Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo (Imasf), criado em 1964 e que, atualmente, presta assistência médica aos servidores do município.

O projeto deu entrada na Câmara nesta quarta-feira, durante a última sessão ordinária antes do recesso parlamentar de julho. A matéria recebeu 23 votos a favor, uma abstenção e três contrários – dos petistas Ana do Carmo, Ana Nice e Getúlio do Amarelinho. O quarto vereador da bancada do PT, Joilson Santos, votou a favor do projeto.

Com a extinção, a prestação dos serviços de saúde gerenciados pelo Imasf será mantida por operadora a ser definida por meio de pregão eletrônico marcado para segunda-feira (5). A prefeitura informou que a administração absorverá o quadro de servidores estatutários do instituto, os quais serão aproveitados em serviços compatíveis.

Em mensagem enviada à Câmara, Morando argumenta que estudo atuarial contratado pelo Imasf revelou que a autarquia há anos vem tendo déficit financeiro na manutenção e administração dos planos médicos sob sua responsabilidade – o plano familiar básico é prestado pela empresa Green Line Saúde.

“A possível solução para o déficit representaria aumento desproporcional nos planos – o que, provavelmente, inviabilizaria a manutenção dos beneficiários, além de não garantir, por si só, a continuidade dos serviços de forma econômica e financeiramente equilibrada, visto que a dinâmica e os altos custos dos serviços sempre, ordinariamente e quase anualmente, demandam rotineiros reajustes”, diz Morando.

“Infelizmente, força reconhecer que o modelo de autogestão praticado pelo Imasf nos moldes atuais se exauriu, de tal forma que não mais pode proporcionar aos beneficiários os serviços demandados de forma satisfatória”, prossegue o prefeito.

Dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de São Bernardo (Sindserv) protestaram contra a aprovação do projeto, em ato que começou em frente à sede da autarquia e terminou no Paço Municipal. “Orlando deu um golpe nos servidores apoiado por alguns capachos e um traidor”, disse o presidente da entidade, Dinailton Cerqueira, durante transmissão nas redes sociais.

Cerqueira rebateu argumento de Morando, usado também em uma live, segundo o qual a prefeitura aporta R$ 50 milhões anuais para manter o Imasf e que “entrou na prefeitura para cortar privilégios”. “Nós, servidores públicos do município de São Bernardo, entramos com 94% dos recursos repassados ao Imasf, montante que é descontado mensalmente de nossos salários. A prefeitura entra com apenas 6%. É uma pauta do sindicato que essa contribuição seja maior, porque nas empresas a participação é inversa”, disse Cerqueira.

O presidente do Sindserv também criticou o fato de o edital do pregão ter sido publicado na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, e não no Notícias do Município, disponível no site da prefeitura.

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1 comentário

  1. Vania Nogueira dos Santos

    Qual a lista com os votos? Pesquisando…..

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