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Caixa libera R$ 43 bilhões em recursos para setor imobiliário

Caixa libera R$ 43 bilhões em recursos para setor imobiliário
Guimarães: “O foco é ajudar construtoras de todos os tamanhos, mas não aceitaremos demissão”. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

A Caixa Econômica Fede­ral anunciou ontem (9) que co­locará à disposição do setor imo­­biliário R$ 43 bilhões em recursos. Considerando os R$ 111 bi­­lhões de outras linhas de crédito anunciadas nas semanas anteriores, o banco totaliza R$ 154 bilhões em recursos no combate aos impactos da crise gerada pelo coronavírus. Do total das linhas anunciadas, a Caixa já empres­tou R$ 35 bilhões.

Os R$ 43 bilhões anunciados ontem serão usados tanto para novos contratos de financiamento imobiliário como para contratos em andamento, de pessoas e construtoras. Ao todo, o pacote inclui dez medidas.

Em contrapartida, as empresas não poderão demitir seus empregados. “Se necessário, vamos ampliar as linhas de crédito. O foco é ajudar construtoras de todos os tamanhos, mas não aceitaremos demissão. Estimamos em 1,2 milhão os empregos na construção que serão mantidos com medidas anunciadas hoje (ontem)”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Haverá concessão de ca­rên­cia de seis meses para pes­soas físicas e jurídicas na contratação de novos empréstimos para compra e construção de imóveis.

As empresas poderão também solicitar a antecipação de 20% dos recursos na contratação de crédito para novos empreendimentos. “Isso dá fôlego, permite que a empresa não precise usar recursos próprios para iniciar as obras”, disse o vice-pre­sidente de habitação, Jair Mahl.

O banco também permitirá às construtoras que já têm obras em andamento solicitarem a antecipação de recursos referentes aos três meses seguintes. A medida ajuda a dar fôlego para as empresas, uma vez que, no setor de construção, a liberação dos recursos para a construção é feita a cada mês, de acordo com o andamento da própria obra.

A Caixa também anunciou que pessoas e empresas terão o direito de fazer pagamento parcial das parcelas dos financiamentos. O banco já vem concedendo pausa nos empréstimos por conta da crise. No meio de março, logo que a crise estourou, a Caixa concedeu dois meses de paralisação. Mais tarde, ampliou a pausa para três meses.

Até o momento, segundo Gui­marães, já foram solicitadas 1,5 milhão de pausas nos financiamentos. “Quem pediu dois meses de carência tem automaticamente o terceiro mês. Se houver uma crise econômica, mais forte avaliaremos estender para quatro meses”, disse.  “Neste momento, nossa análise é que o terceiro mês é suficiente”, acrescentou.

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