Curiosidades

Cafeína: entenda a relação entre a substância e a saúde

Estudos observacionais feitos em seres humanos já tinham documentado que o consumo diário de café por adultos e idosos está associado a uma redução nos riscos de demência

Do ponto de vista cotidiano, a cafeína pode agir como um estimulante cognitivo, melhorando a concentração, o foco e a memória em curto prazo. Foto: iStock
Do ponto de vista cotidiano, a cafeína pode agir como um estimulante cognitivo, melhorando a concentração, o foco e a memória em curto prazo. Foto: iStock

A cafeína, uma substância presente no café e em diversas bebidas, há muito tempo tem sido objeto de extensas pesquisas relacionadas à sua influência na saúde humana. Além de ser conhecida por proporcionar um impulso de energia, estudos recentes sugerem que a cafeína pode desempenhar um papel significativo na redução do risco de doenças.

Estudos observacionais feitos em seres humanos já tinham documentado que o consumo diário de café por adultos e idosos está associado a uma redução nos riscos de demência. As investigações anteriores foram conduzidas pela equipe da Universidade da Flórida do Sul, nos Estados Unidos.

Estímulo cognitivo

Além dessa proteção contra doenças, do ponto de vista cotidiano, a cafeína pode agir como um estimulante cognitivo, melhorando a concentração, o foco e a memória em curto prazo. Esses benefícios estão associados à capacidade da cafeína de bloquear a ação da adenosina, um neurotransmissor que promove a sonolência.

Redução do risco de doenças

Estudos epidemiológicos sugerem uma ligação inversa entre o consumo regular de cafeína e o risco de desenvolver Parkinson. Acredita-se que os compostos presentes na cafeína possam exercer efeitos neuroprotetores, ajudando a preservar as células cerebrais envolvidas na doença.

Há também no campo da ciência a exploração da possível relação entre a cafeína e a redução do risco de Alzheimer. Isso porque observa-se que a cafeína pode inibir a formação de placas de proteínas no cérebro, que estão associadas ao desenvolvimento da condição.

Estudos da Universidade da Flórida do Sul, no segundo semestre de 2021, sugerem que a cafeína, conforme apresentado em “Espresso Coffee: the Science of Quality”, pode ser um fator protetor contra o Alzheimer, reduzindo a produção da proteína beta-amiloide, associada à condição.

Mecanismos neuroprotetores

Os benefícios da cafeína no combate a doenças neurodegenerativas, por sua vez, podem estar ligados à capacidade do componente de atuar como antioxidante e anti-inflamatório. Essas propriedades podem desempenhar um papel crucial na proteção das células cerebrais contra danos e degeneração.

Embora os estudos apontem para os benefícios, é importante ressaltar que o consumo moderado é fundamental. O exagero no consumo de cafeína pode levar a efeitos colaterais, como insônia, nervosismo e palpitações.

Quando integrada de forma consciente na rotina, a cafeína pode se tornar uma aliada importante na promoção da saúde, não apenas pela possível redução do risco de Alzheimer, mas também pelos benefícios cognitivos imediatos que oferece, como a melhora da concentração e da memória em curto prazo.

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