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Cabral vira réu pela 2ª vez e será julgado por Moro

Pela segunda vez no ano, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e sua mulher, Adriana Ancelmo, viraram réus sob acusação de corrupção – desta vez, por desvios na obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). A denúncia foi proposta pela força-tarefa da Operação Lava Jato e aceita ontem (16) pelo juiz Sergio Moro.

Além do casal, também são réus o empresário Carlos Emanuel Miranda, considerado o operador de Cabral, Wilson Carlos Carvalho, ex-secretário do peemedebista, sua mulher, Mônica Araújo Carvalho, e os antigos executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo.

Cabral, sua mulher e os dois assessores estão presos preventivamente há um mês. O político já é réu no Rio de Janeiro sob acusação de receber propina em obras estaduais como o Arco Metropolitano e a reforma do Maracanã.

Agora, é acusado de ter recebido R$ 2,7 milhões em dinheiro pelo contrato de terraplanagem do Comperj, obra da Petrobras.

Segundo a denúncia, o pagamento foi solicitado pelo próprio governador, numa reunião no Palácio da Guanabara, em 2008. O valor corresponde a 1% do que a Andrade Gutierrez recebeu pelo contrato de terraplanagem.

Os valores, pagos em espécie, foram usados na compra de artigos de alto valor, como roupas de grife, móveis de luxo e blindagem de automóveis, de acordo com o Ministério Público Federal. O dinheiro pagou até vestidos de festa da ex-primeira-dama. Só em roupas da grife Ermenegildo Zegna Cabral gastou quase R$ 260 mil. Em blindagem, foram R$ 58 mil.

Cabral deve voltar a uma penitenciária do Estado, por decisão da Justiça. Atualmente, está detido na Polícia Federal em Curitiba, depois de a Justiça do Rio entender que havia regalias na penitenciária de Bangu – para onde ele foi levado inicialmente.

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