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Braskem investe R$ 430 milhões na manutenção de suas unidades no ABC

Unidades da Braskem no ABC empregam 4 mil trabalhadores. Foto: Divulgação
Unidades da Braskem no ABC empregam 4 mil trabalhadores. Foto: Divulgação

A Braskem, indústria com três unidades fabris no Polo Pe­troquí­mico do ABC, paraliso­u ontem (5) suas operações em San­to André e Mauá com o ob­jeti­vo de realizar a manutenção planejada, procedimento efe­tuado a cada seis anos que visa inspecionar, limpar e reparar equi­pamentos, atualizar pro­cesso­s e implementar projetos de mo­­dernização, de forma a garantir que as plantas continu­em ope­rando com segurança.

A parada deve durar cerca de 50 dias e terá investimentos de R$ 430 milhões, que se­rão aplicados em cerca de 40 projetos de melhoria e manutenção do complexo.

A última manutenção ocorreu em 2014. A que começou ontem vem sendo planejada há dois anos. O procedimento deveria ter sido realizado em setembro do ano passado, mas foi adiado em seis meses devido à pandemia de covid-19.

“Trata-se de um procedimento obrigatório para toda in­dústria química, conforme determina a NR-13 (Norma Regulamentadora nº 13). Nosso objetivo, com a pa­rada, é preparar nossas plantas pa­ra funcionar pelos próximos seis anos com mais confiabilidade e segurança”, explicou Alberto Ama­no, gerente de projetos da regional São Paulo da Braskem, ressaltando que a companhia também aproveita a oportunidade para introduzir novas tecnologias em seus processos.

Durante a manutenção, par­­te dos cerca de 4 mil funcio­nários da Braskem estará presente e ganhará a companhia de ou­tros 4 mil trabalhadores temporários de 101 empresas – a mai­oria da região – contratadas pa­ra a execução dos serviços.

A parada é dividida em três fases. Na primeira, que dura cinco dias, ocorre a chamada liberação da planta, que consiste no desligamento dos equi­pamentos e sua limpeza interna, necessária para que os trabalhadores possam ins­pecioná-los posteriormente.

Nessa fase, o flare – sis­tema de segurança usado pe­las in­dústrias químicas, pe­tro­quí­mi­cas e refinarias pa­ra a queima de gases e que, quando acionado, provoca cha­­mas ele­vadas – vai funcio­nar com mais intensidade.

“Esse processo, que resulta na emissão de fumaça branca, é totalmente seguro e controla­do, não oferecendo risco à saú­de ou ao meio ambiente”, explicou Ama­no.

Após a fase de manutenção propriamente dita, que dura cerca de 40 dias, ocorre a terceira e última fase, de retomada da produção, quando o flare voltará a ser acionado com mais intensidade até a normalização das operações.
Para que a população do entorno não se assuste com o procedimento, a Bras­kem distribuiu 30 mil panfletos explicativos e disponibili­zou o telefone 0800-770-0108 e o site www.braskem.com.br/manutencaoplanejada para esclarecer dúvidas.

USINA

Entre os projetos que serão implementados durante a para­da figura a modernização do sistema elétrico que atende à central petroquímica localizada em Santo André. O projeto pre­vê a troca de turbinas à base de vapor por motores elétricos de alto rendimento, suportados por uma nova unidade de cogeração de energia alimentada por gás residual do processo de produção petroquímica.

O projeto custará R$ 600 mi­lhões e será implementado em parceria com a Siemens, que vai construir a usina e operá-la por 15 anos. “A estimativa é de redução de 11,4% no consumo de água e de 6,3% nas emissões de CO2 (dióxido de carbono) na unidade”, explicou Flavio Chan­tre, gerente de relações institucionais da Braskem.

A Prefeitura de Santo André dará suporte de segurança e trânsito durante a parada. A indústria é considerada atividade essencial no Plano São Paulo, do governo do Estado, de combate à pandemia de covid-19. A Braskem fabrica insumos usados no enfrentamento da doença.

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