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Brasileira será auxiliar de novo chefe da ONU

Hollande afirmou ter servido o país de maneira “honesta”. Foto: Arquivo

O novo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o português António Guterres, anunciou ontem (15) como sua chefe de gabinete a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, 62, atual secretária-geral de Ásia-Pacífico do Itamaraty.

Maria Luiza foi representante permanente do Brasil nas Nações Unidas entre 2007 e 2011, incluindo participação no Conselho de Segurança, e embaixadora da Alemanha entre 2013 e 2016.

Viotti foi uma das três mulheres chamadas por Guterres para seu gabinete. Além dela, a sul-coreana Kyung-wha Kang será conselheira especial, e a ex-ministra nigeriana Amina Mohammed será vice-secretária-geral.

O futuro chefe da organização disse que as mulheres escolhidas para o segundo escalão são “altamente competentes, devido ao forte conhecimento dos assuntos globais, desenvolvimento, diplomacia, direitos humanos e ação humanitária”.

“Estas escolhas são as fundações da minha equipe, que eu continuo a montar, respeitando meus princípios de paridade de gênero e diversidade geográfica”, disse Guterres, em comunicado.

Igualdade

O português assumirá o comando da ONU em 1º de janeiro, substituindo o sul-coreano Ban Ki-moon. Desde o início de sua campanha, ele prometia estabelecer como prioridade a igualdade entre homens e mulheres.

No final do primeiro semestre, 35% dos cerca de 40 mil funcionários e 17 dos 79 membros do segundo escalão da ONU eram mulheres. Em 71 anos de existência da ONU, nunca houve uma secretária-geral mulher.

Na eleição deste ano, Guterres concorreu com outras cinco candidatas –a chanceler argentina, Susana Malcorra, a diretora-geral da Unesco, a búlgara Irina Bokova, a premiê neozelandesa Helen Clark, a chefe de governo da Moldova, Natalia Gherman, e a comissária europeia de Orçamento, a búlgara Kristalina Georgieva.

Também participaram do pleito o sérvio Vuk Jeremic, o esloveno Danilo Türk, o eslovaco Miroslav Lajcak e o macedônio Srgjan Kerim. Guterres foi escolhido pelo Conselho de Segurança e aclamado na Assembleia-Geral.

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