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Brasil vence Alemanha e começa a enterrar o 7 a 1

Brasil vence Alemanha e começa a enterrar o 7 a 1
Boateng lamenta, enquanto brasileiros comemoram o gol de Gabriel Jesus. Foto: Pedro Martins/MoWA Press

O Brasil derrotou a Alemanha por 1 a 0 nesta terça-feira (27), em Berlim, dando importante passo para afastar o “fantasminha” que, segundo Tite, assombrava o time desde o último encontro entre as duas seleções: o 7 a 1 aplicado pelos alemães no Mineirão, na se­mifinal da Copa de 2014.

Foram três anos, oito meses e 20 dias desde aquele revés. Se o país era outro daquele traumatizado pela derrota na final de 1950 e a tragédia virou meme antes mesmo do final do primeiro tempo, a marca era presente.

Foi a segunda vitória de Tite sobre um dos favoritos ao título na Copa da Rússia, que começa em junho. Antes, havia derrotado a Argentina nas Eliminatórias.

Mais que isso, o time convenceu durante boa parte do jogo, com a defesa estruturada na segunda etapa e boas oportunidades no ataque. Apesar de a Alemanha ter mais posse de bola (58% a 42%), o Brasil chutou três vezes a gol, contra uma da Alemanha.

Não cabe, contudo, superestimar o resultado. O Brasil usou uma de suas formações titulares para a Copa, com a óbvia e insubstituível ausência do astro Neymar, lesionado.

Os campeões mundiais, por sua vez, entraram em campo sem algumas de suas estrelas mais experientes, como Özil e Müller, dispensados para descansar. Provaram que a renovação que lhes deu a Copa das Confederações em 2017 é bastante eficaz, pela correria impressa ao jogo, em especial no primeiro tempo, quando marcaram ferozmente o Brasil.

A exceção foi a escalação de Trapp, o terceiro goleiro de Joachim Löw, que falhou de forma bizarra no gol marcado por Gabriel Jesus aos 37 minutos da primeira etapa.

O primeiro tempo começou com ambos os times bastante cautelosos. Gündogan e o veterano Mario Gomez levaram perigo, e a Alemanha teve quatro impedimentos marcados, contra um do Brasil. O time de Tite só deu um chute a gol, contra quatro dos anfitriões nesta etapa.

Fernandinho, que entrou justamente para fazer o papel de articulador, embolou-se com Casemiro. Phillipe Coutinho estava em boa noite, embora sem muitas finalizações.

Na direita, Willian fez duas grandes jogadas, mas estava muito isolado, enquanto Gabriel Jesus levou pouco perigo, perdendo um gol feito aos 36 minutos. A história desses personagens mudou um minuto depois, quando Willian deu passe preciso para Jesus cabecear no meio do gol. Trapp espalmou a bola para trás, permitindo a abertura do placar.

O segundo tempo viu a Alemanha chegar com mais pressão, mas o Brasil melhorou a marcação. Numa bola roubada por Marcelo, William quase fez aos 9 minutos, obrigando defesa de Trapp. Depois, aos 11, Coutinho chutou sobre o gol.

Aos 28, Tite fez sua primeira e única mudança: Coutinho foi sacado e Douglas Costa entrou. Pouco depois, deu incrível disparada pela esquerda e só parou quase na pequena área, ganhando escanteio. Porém, ficou por aí.

Aos 35, Löw pôs o jovem atacante Timo Werner em campo no lugar de Gündogan. Com a defesa brasileira em boa forma, restou à Alemanha apostar num bombardeio aéreo que lembrou a fama passada do time.

Do lado negativo, o capitão Daniel Alves teve atuação apagada, levando várias bolas nas costas de Sané no primeiro tempo. Sem substituto óbvio, contudo, segue firme na posição.

Com capacidade para 75 mil pessoas, o Estádio Olímpico de Berlim estava lotado com 72.717 torcedores, apesar do frio de 4ºC e sensação térmica de 1ºC.

 

ALEMANHA 0 X 1 BRASIL

Gols: Gabriel Jesus, aos 37 minutos do 1º tempo. Ár­bi­tro: Jonas Eriksson (Suécia). Público: 72.717 pessoas. Estádio: Olímpico de Berlim, ontem.

ALEMANHA

Trapp; Kimmich, Rüdiger, Boateng (Sule), Plattenhardt; Gündogan (Werner), Kroos, Goretzka (Brandt); Draxler, Mario Gomez (Wagner), Sané (Stindl). Técnico: Joachim Löw.

BRASIL

Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda, Marcelo; Casemiro, Paulinho, Fernandinho, Willian, Philippe Coutinho (Douglas Costa); Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

 

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