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Brasil registra 807 mortes por coronavírus, e total de óbitos vai a 23.473

Brasil registra 807 mortes por coronavírus, e total de óbitos vai a 23.473
Brasil ocupa a sexta posição na lista de países com mais mortes acumuladas. Foto: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo

O Brasil registrou 807 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos pela doença para 23.473 no país, segundo balanço divulgado na noite desta segunda-feira (25), pelo Ministério da Saúde. De ontem para hoje, 11.687 novos casos de infecção pelo novo coronavírus foram registrados e agora já são 374.898 pessoas contaminadas.

O Brasil segue ocupando a segunda posição entre as nações com mais casos de covid-19 no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que acumula mais de 1,6 milhão de infectados, segundo dados compilados pela plataforma da Universidade Johns Hopkins até às 19h desta segunda-feira.

Na lista de países com mais mortes acumuladas, o Brasil ocupa a sexta posição. Só fica atrás de Estados Unidos (97.974), Reino Unido (36.996), Itália (32.877), França (28.460) e Espanha (26 834).

O índice de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Grande São Paulo, onde há o maior número de mortes, chega a 91%, segunda maior desde o início da pandemia. O Rio espera pela entrega de hospitais de campanha. Pernambuco, Pará e Amazonas estão no limite.

OMS

Em todo o mundo, a covid-19 já infectou 5,4 milhões de pessoas e causou a morte de 344 mil delas, também de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois do início do surto na China em dezembro e do pico na Europa e nos Estados Unidos em março e abril, a América do Sul passou a ser considerada o novo epicentro da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Neste momento, a transmissão de coronavírus no Brasil é muito intensa”, afirmou o diretor-geral da entidade, Mike Ryan, durante entrevista coletiva virtual, ao ser questionado sobre o quadro no país.

Ryan disse que, em países com muita transmissão comunitária da covid-19 e onde não há capacidade adequada para testar, rastrear e impor distanciamento aos doentes confirmados, medidas de quarentenas são alternativa eficiente e, inclusive, acabam por ser “a única alternativa”, apontando também que manter em casa apenas parte da população reduz muito a eficiência dessa estratégia.

O diretor-geral disse que alguns países, na Ásia, conseguiram controlar a doença sem medidas intensas de isolamento social, mas complementou que isso só foi possível porque havia neles monitoramento adequado da doença, com testes, busca por casos e isolamento dos doentes.

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