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Brasil e Argentina jogam para ‘salvar’ Copa América

Brasil e Argentina jogam para ‘salvar’ Copa América
Tite convive com a pressão de ganhar a Copa América. Foto: Foto: Pedro Martins/MoWA Press

Em uma Copa América marcada por erros de organização, pouco público, gramados ruins, ausência de Neymar e vários empates sem gols, a competição aguarda para a noite de hoje (2) um jogo capaz de amenizar todas as diversas falhas. A semifinal entre Brasil e Argentina, marcada para as 21h30, no Mineirão, tem o peso não só de valer a vaga na final, como também dar uma imagem melhor ao torneio.

As duas maiores potências do continente se enfrentam pela competição após 12 anos com a expectativa de uma partida histórica. Jamais houve um encontro entre os rivais por uma vaga na final e os dois times depositam na semifinal a expectativa de reparar as atuações ruins em algumas partidas anteriores do torneio.

O Brasil empatou dois jogos sem gols, bateu Bolívia e Peru e conviveu com vaias da própria torcida. A Argentina, por sua vez, começou com derrota para a Colômbia (2 a 0), ficou no 1 a 1 com o Paraguai e depois se recuperou ao ganhar de Catar e Venezuela (ambos por 2 a 0).

O peso do jogo fez o técnico Tite mudar de estratégia, ao tomar a rara decisão de não confirmar a escalação. O treinador revelou também estar ansioso e sofrer com insônia nas últimas noites a ponto de acordar de madrugada para anotar alguma ideia. “Será um grande jogo, um grande espetáculo. Por mais rivalidade que tenha, a gente só rivaliza com quem a gente admira”, comentou.

A única dúvida no Brasil é se o lateral-esquerdo Filipe Luís será titular. O atleta tenta se recuperar de lesão na coxa direita. Se não estiver recupe­ra­do, Alex Sandro será o esco­lhido O volante Casemiro cum­priu suspensão pelo segundo amarelo contra o Paraguai e está de volta à equipe.

JOGO DESEJADO

Para o técnico argentino Lionel Scaloni, a semifinal propicia o jogo desejado por todos os fãs. “É uma partida que todos queriam ver, seja os torcedores desses países ou do resto do mundo, que vai querer ver pela televisão”, disse.

O clássico sul-americano se torna um campeonato à parte justamente para os dois técnicos. Ambos buscam tranquilidade, porém por situações distintas. Tite está há três anos no cargo e convive com a pressão de ganhar a Copa América e de fazer o Brasil ter boas atuações. Uma eliminação diante da Argentina seria um fracasso pesado para o trabalho dele.

Scaloni vive o oposto. Com apenas 13 jogos na carreira de técnico, o interino sonha em ser efetivado e pode ter uma vitória sobre o Brasil ou até o título como um bom argumento para ter mais estabilidade no emprego pelos próximos anos. “Pela minha juventude e pouca experiência, eu não paro de aprender. Escuto sempre os jogadores e procuro refletir”, disse o treinador de 41 anos.

A semifinal terá o confronto de propostas diferentes de jogo. O Brasil tenta desenvolver um futebol coletivo sem Neymar, enquanto a Argentina confia no talento de Messi como o grande condutor. “Os meus jogadores querem ser mais campeões pelo Messi do que por eles pró­prios”, comentou Scaloni.

Tite pensa o oposto. “É a força da coletividade que potencializa os talentos indivi­duais”, afirmou.

 

BRASIL X ARGENTINA

Ár­bi­tro: Roddy Zambrano (Fifa/Equador). Estádio: do Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 21h30. TV: Sportv, Globo.

BRASIL
Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luís; Casemiro, Arthur, Coutinho; Gabriel Jesus, Firmino e Everton. Técnico: Tite.

ARGENTINA
Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Paredes, Acuña e Messi; Lautaro Martínez Agüero. Técnico: Eduardo Berizzo.

 

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