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Brasil derrota o Equador e mantém a liderança das Eliminatórias da Copa

Brasil derrota o Equador e mantém a liderança das Eliminatórias da Copa
Richarlison comemora com Tite o primeiro gol brasileiro no Beira-Rio. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Brasil conseguiu superar a crise e a tensão causadas pela insatisfação dos jogadores e do técnico Tite com a Copa América no país e alcançou sua quinta vitória nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O time venceu o Equador por 2 a 0 nesta sexta-feira (4), em Porto Alegre, e manteve o aproveitamento de 100% – cinco jogos, cinco vitórias.

A imagem do jogo foi a comemoração do primeiro gol. Todos os jogadores para celebrar com Tite no banco de reservas. Foi um agradecimento claro pelo apoio do treinador nas reclamações do grupo em relação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo os atletas, a entidade não os informou sobre a mudança de sede e ainda não se manifestou sobre o torneio. O recado foi claro: o grupo está unido. Tite prometeu se manifestar após o jogo contra o Paraguai, em Assunção.

A seleção teve oito mudanças em relação ao último jogo das Eliminatórias, contra o Uruguai, há quase sete meses. Isso obviamente prejudicou a fluidez das jogadas, principalmente do meio para a frente. A ausência mais dolorida foi a de Renan Lodi. O lateral que foi campeão espanhol pelo Atlético de Madrid representava uma grande válvula de escape para a seleção nos últimos jogos, mas Tite optou por Alex Sandro, que vinha sendo escalado com mais frequência no final da temporada europeia. O time perdeu sua principal saída.

O time inverteu o lado e apostou em Danilo. Foi por ali que a seleção brasileira conseguiu as jogadas de linha de fundo e criou as principais chances, como a finalização de Gabigol em cima do goleiro aos 22 minutos e o gol anulado no final do primeiro tempo.

Os lances mostraram que Gabriel aproveitou o fato de ser titular após cinco anos. A última vez foi na despedida de Dunga, quando o Brasil perdeu para o Peru, na Copa América. Porém, sua atuação vai ficar marcada pelo gol perdido aos 27 do segundo tempo na cara do goleiro.

Terceiro colocado nas Eliminatórias até o início da rodada, o Equador não justificou o retrospecto de melhor ataque da competição. O time do são-paulino Arboleda incomodou pouco Alisson e só começou a avançar suas linhas na metade do segundo tempo. Criou pouco.

Sempre marcado por três jogadores, Neymar, principal esperança de gol, buscou o jogo pela direita, pelo centro e até chutou de fora da área, mas o craque do PSG só conseguiu aparecer mais na partida quando Tite adotou uma formação mais ousada. Tirou Fred e colocou Gabriel Jesus no início do segundo tempo. O time ficou mais ofensivo e dinâmico com praticamente quatro atacantes. Com isso, passou a ter vantagem numérica na chegada ao ataque. Justiça seja feita: a mudança só foi feita porque Tite ficou com receio de que Fred recebesse o segundo cartão amarelo.

No primeiro lance em que os homens de frente avançaram, o Brasil abriu o placar. Neymar tocou para Richarlison marcar seu terceiro gol nas Eliminatórias, com ajuda do goleiro Domínguez. O chute foi fraco e defensável, mas entrou. Foi aí que ocorreu a imagem que resumiu a partida. O elenco todo correu para abraçar Tite. Nos acréscimos, Neymar marcou o segundo gol de pênalti – ele só conseguiu na segunda tentativa, depois de o árbitro exigir uma nova cobrança depois de o goleiro equatoriano se adiantar.

BRASIL 2 x 0 EQUADOR

Gols: Richarlison, aos 19, e Neymar (pênalti), aos 49 minutos do segundo tempo. Árbitro: Alexis Herrera (Fifa-Venezuela). Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

BRASIL

Alisson; Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Fred (Gabriel Jesus) e Lucas Paquetá; Richarlison (Fabinho), Gabriel (Roberto Firmino) e Neymar. Técnico: Tite.

EQUADOR

Domínguez; Angelo Preciado, Arboleda, Arreaga e Estupinán; Franco, Méndez (Estrada), Gruezo e Mena (Cazares); Ayrton Preciado (Martínez) e Valencia (Caicedo). Técnico: Gustavo Alfaro.

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