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Botijão acumula alta de 48% em quatro meses

Na semana encerrada no sábado, o botijão de gás custava, em média no país, R$ 62,21. Foto: Douglas Cometti/FolhapressA Petrobras anunciou nesta terça-feira (10) o quarto aumento consecutivo no preço do gás de botijão. Com o reajuste, de 12,9%, o produto já acumula alta de 47,6% desde que a estatal iniciou nova política de preços do combustível, no dia 7 de junho. O aumento vale apenas para o produto vendido em botijões de até 13 quilos, mais usado em residências. O preço do gás em vasilhames maiores ou a granel, consumido principalmente por comércio e indústria, não foi alterado.

Em nota distribuída nesta terça, a Petrobras calcula que, se o repasse for integral, o preço final para o consumidor poderá subir 5,1%, ou cerca de R$ 3,09 por botijão. Segundo a ANP (agência reguladora do setor), o preço de revenda do botijão de 13 quilos já subiu 9,12% desde a semana anterior à mudança na política de preços.

Na semana encerrada no sábado (7), o botijão custava, em média no país, R$ 62,21. Quatro meses antes, em 3 de junho, era vendido a R$ 57,01. A Petrobras diz que o novo reajuste reflete a variação do preço do combustível no mercado internacional.

Segundo a consultoria S&P Global Platts, a cotação europeia do propano -um dos elementos que compõem o GLP (gás liquefeito de petróleo, o nome técnico do gás de botijão) – atingiu no fim de setembro o maior valor em três anos e meio, impulsionada pela demanda na Ásia.

Porém, a sequência de aumentos no preço interno após a mudança na política é vista também pelo mercado como uma estratégia para reduzir a diferença no valor de venda do produto entre os diferentes tipos de vasilhame.

A partir de 2005, por determinação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), a estatal passou a praticar preços para os dois produtos. O objetivo, na época, era segurar o preço do botijão para controlar a inflação. O preço do gás vendido em botijões de 13 quilos chegou a ficar congelado por 12 anos, entre 2003 e 2015.

Desde junho, a estatal vem ajustando o preço de acordo com variação da cotação internacional e do câmbio, com margem de 5%. No caso dos vasilhames maiores, a Petrobras inclui também o custo de importação.

A área energética do governo, porém, defende o fim do subsídio ao produto destinado ao mercado residencial, com o argumento de que a prática de preços diferentes afasta investidores. A própria ANP já informou que estuda eliminar a diferença de preços no processo de revisão das regras de venda do gás de botijão no país.

Segundo estimativa do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, após o reajuste desta terça-feira, o gás vendido em botijões menores custará 68,5% do preço do produto destinado aos mercados comercial e residencial.

Gasolina

O preço da gasolina, que também acompanha as cotações internacionais e vem tendo reajustes quase diários variou menos do que que o preço do GLP no período. Nas refinarias, a alta acumulada é de 5,76% desde a mudança na política de preços, no dia 4 de julho. Nas bombas, segundo a ANP, o aumento é de 8,27% no período.

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