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Bombas de combustível terão certificação digital

Bombas de combustível terão certificação digital
Bombas serão substituídas a partir de dezembro

A partir de dezembro, o Ins­tituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vinculado ao Ministério da Economia, só vai aprovar modelos de bombas medidoras de combustíveis líquidos (gasolina, diesel e etanol) que tenham certificação digital. O objetivo é coibir a ocorrência de fraudes no abastecimento ao consumidor final. A informação foi dada ontem (4) pelo chefe do Setor de Medição de Fluidos do instituto, Edisio Alves Júnior.

As bombas medidoras têm um sistema que faz a medição e um mostrador que apresenta o resultado para o consumidor. O Inmetro observou que muitas fraudes ocorriam na comunicação entre a medição e a indicação do resultado. “Com esse sistema de certificação digital, o Inmetro garante que o resultado da medição é assinado digitalmente, de tal maneira que a gente sabe que a informação que chega no indicador realmente foi produzida pelo medidor”, disse Alves Júnior.

A maioria das bombas medidoras tinha funcionamento baseado em sistemas mecâni­cos. “Com o passar dos anos, os dispositivos eletrônicos to­maram conta de tudo, inclusive dos instrumentos de medir, especialmente das bombas medidoras. A gente começou a observar o crescimento das fraudes eletrônicas e percebeu que os requisitos para bombas medidoras não estavam adequados para essas novas bombas eletrônicas. Daí surgiu a certificação digital”, explicou.

APLICATIVO

Segundo o Inmetro, as novas bombas com certificação digital vão se comunicar com o consumidor, por meio de um aplicativo de celular. “O cliente vai poder ver o resultado tanto no celular dele, como no indicador da bomba”, disse o chefe do Setor de Medição de Fluidos do Inmetro.

Por outro lado, Edísio Alves Júnior esclareceu que a aprovação de novos modelos de bombas medidoras não significa que todas as bombas atualmente em uso vão ser substituídas ins­tantaneamente no mercado. A substituição será feita de forma gradual, em função do ano de fabricação da bomba, e terá o período máximo de 15 anos.

Para o Inmetro, à medida que os postos começarem a efe­tuar a substituição das bombas por equipamentos com certificação digital, os próprios consumidores irão à procura de bombas mais confiáveis. Ou seja, com a concorrência, a iniciativa para adaptação partirá do mercado. “Quem tiver uma bomba mais segura vai ter chamariz para o cliente”, disse Alves Júnior.

 

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