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Bolsonaro veta brecha para aumento do fundo eleitoral para eleição de 2020

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) sancionou nesta sexta-feira (27), com 14 vetos, a lei que flexibiliza regras eleitorais e partidárias. Para valer nas eleições municipais de 2020, Bolsonaro deveria analisar o projeto até 4 de outubro. Os vetos ainda podem ser revistos pelo Congresso Nacional.
Entre os principais vetos presidenciais estão a recriação da propaganda político-partidária gratuita em rádio e TV; o aumento anual de recursos do fundo eleitoral, sem limitação orçamentária prévia; uso do fundo partidário para pagamento de multas; e os dispositivos que traziam anis­tias às multas aplicadas pela Justiça Eleitoral.

Bolsonaro manteve a permissão de pagar advogado e contadores com recursos do fundo partidário, sem que os valores sejam considerados em limites de gastos para campanhas. No caso do aumento de recursos do fundo eleitoral sem limitação orçamentária prévia, que havia sido aprovado pelo Congresso, passa a valer o que foi enviado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Inicialmente, o governo fe­deral previu R$ 2,5 bilhões para o fundo eleitoral. Porém, depois, o Ministério da Economia avisou que houve erro de cálculo, alertado pelo Partido Novo, e que uma correção será enviada. A estimativa é de que a cifra caia para R$ 1,86 bilhão, pouco acima do R$ 1,7 bilhão destinado às campanhas no ano passado.

JUSTIFICATIVA

A principal justificativa dos vetos de Bolsonaro à lei trata de questões orçamentárias. O presidente se opôs a dispositivos aprovados pelo Congresso que recriavam a propaganda político-partidária, sob o argumento de que a regra já havia caído em reforma eleitoral anterior (Lei 13 487, de 2017).

Ao justificar este veto, o Planalto ainda destacou que a mudança em 2017 foi feita justamente “para viabilizar financeiramente a criação do Fundo Eleitoral” e que a gratuidade, na verdade, “é custeada me­diante renúncia fiscal confe­rida às emissoras de rádio e TV como contrapartida do tempo disponibilizado à propaganda político-partidária”.

Ainda conforme o Pla­nalto, a tentativa de recriar a propaganda político-partidária “ofende dispositivo constitucional que dispõe que as proposições que tragam renúncia de receita ou aumento de despesa estejam acompanhados de estudo de impacto orçamentário-financeiro”.

Outro ponto vetado foi a previsão de aumentar recursos a serem destinados ao Fundo Eleitoral anualmente, sem limitação prévia, não apenas em ano de eleição, como ocorre hoje. “Igualmente, a razão do veto está atrelada às questões orçamentárias, uma vez que a proposição não veio acompanhada do impacto orçamentário-financeiro”, afirma o Planalto.

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