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Bolsonaro sobrevoa áreas afetadas por ciclone em Santa Catarina

Bolsonaro sobrevoa áreas afetadas por ciclone em Santa Catarina
Bolsonaro é recebido por políticos no desembarque em Florianópolis, Foto: Valdenio Vieira/Palácio do Planalto

Acompanhado de deputados aliados e do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobrevoou, na manhã deste sábado (4), áreas áreas afetadas pelo ciclone que passou por Santa Catarina no início da semana. O presidente desembarcou em Florianópolis às 8h15 e, da pista do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, embarcou no helicóptero da Força Aérea.

Bolsonaro foi recepcionado pela vice-governadora Daniela Reinert (PSL), já que o governador Carlos Moisés (PSL) está em isolamento domiciliar por ter testado positivo para a covid-19. Acompanharam o presidente na comitiva o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves. Após o sobrevoo, que durou cerca de uma hora, Bolsonaro se reuniu com a equipe técnica da Defesa Civil catarinense para apresentação de levantamento dos estragos.

O ciclone bomba que passou pelo Estado na terça-feira e quarta deixou rastro de destruição e atingiu todas as regiões, provocando uma série de desabamentos, destelhamentos e destruição de lavouras. Nove pessoas morreram em Santa Catarina e uma no Rio Grande do Sul.

REUNIÃO

Após o sobrevoo, Bolsonaro participou de reunião para falar sobre o repasse de recursos para o Estado. Participaram do encontro representante do Fórum Parlamentar Catarinense e o governador Carlos Moisés, que marcou presença por meio de videoconferência. O presidente deixou o local após o encontro e não atendeu a imprensa.

Na reunião, Bolsonaro não confirmou quanto será repassado ao Estado para a reconstrução das áreas atingidas. Segundo o secretário nacional da Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, será preciso primeiro fazer “um rápido levantamento de danos”.

O governador disse que o Estado está dando prioridade ao atendimento humanitário das famílias, principalmente com o fornecimento de telhas e lonas. “A avaliação de danos demanda um pouco mais de tempo. É um trabalho feito no terreno e, neste momento, é necessário que a assistência seja imediata. A reconstrução ainda vai levar um tempo”, afirmou o governador, sem fixar data para o levantamento dos danos.

No sobrevoo que durou aproximadamente uma hora, Bolsonaro passou pelas cidades de Tijucas e Governador Celso Ramos, ambas na Grande Florianópolis, onde foram registradas quatro das nove mortes causadas pelo ciclone.

Além dos recursos emergenciais, o governador catarinense também pediu, a título de investimento, recurso da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para instalação de rede subterrânea nas áreas mais afetadas e para serviços essenciais, que não podem ficar sem o fornecimento de energia, como hospitais.

A passagem do ciclone causou o maior acidente da história na rede elétrica catarinense. Mais da metade da população ficou sem energia por causa da queda de postes e árvores na rede elétrica. Neste sábado, três dias após o registro do fenômeno, algumas regiões ainda não tinham o serviço restabelecido.

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