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Bolsonaro recua e diz que vai manter pasta do Trabalho

Bolsonaro recua e mantém pasta do Trabalho
Bolsonaro: “Vai ser ministério ‘disso, disso e do Trabalho’, como (é hoje o) Ministério da Indústria e Comércio”. Foto: Antonio Cruz/ABr

Em novo recuo sobre a estrutura de seu governo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que manterá o Trabalho com status de ministério.

“O Ministério do Trabalho vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria. Vai ser ministério ‘disso, disso e do Trabalho’, como (é hoje o) Ministério da Indústria e Comércio”, disse Bolsonaro nesta terça-feira (13).

O presidente eleito deu a declaração durante visita do presidente eleito ao Superior Tribunal Militar (STM), logo após Bolsonaro se encontrar com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Pereira Brito.

A mudança ocorre menos de uma semana depois de o presidente eleito ter dito, em Brasília, que extinguiria a pasta. Segundo Bolsonaro, o assunto ainda está em estudo e não há definição com qual pasta fundirá o Trabalho.

“A ordem dos fatores não altera o produto. Para o bom matemático é isso aí”, disse. “Está em estudo final com Onyx Lorenzoni. Em princípio é um enxugamento de ministério. Ninguém está menosprezado o Ministério do Trabalho. Está apenas sendo absorvido por outra pasta”, afirmou Bolsonaro.

O presidente eleito não especificou com qual estrutura haverá a fusão, mas excluiu a possibilidade de que seja com Economia. A Folha de S.Paulo mostrou no domingo (11) que a intenção da equipe era entregar ao superministério o principal órgão do Trabalho, a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.

“Indústria e Comércio já está com o superministério do Paulo Guedes. Colocar mais isso lá fica um pouco pesado”, disse Bolsonaro.

Na quarta-feira, Bolsonaro afirmou que a pasta do Trabalho seria incorporada a outra.

O presidente eleito prometeu ainda cortar cargos comissionados em seu governo. “Não posso falar o percentual. No mínimo aí 30%. Fui deputado por 30 anos com comissionados do meu lado. São importantes, mas concordo que há exagero no número de comissionados”, afirmou.

Sobre o aumento do salário do Judiciário, Bolsonaro disse que o presidente Michel Temer é responsável e que ele não precisa fazer apelo sobre a medida. A aprovação pelo Congresso do reajuste de 16,4% dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, ainda precisa de sanção de Temer.

“Temer é uma pessoa responsável, não precisa de apelo. Sabe o que tem de fazer. Se vai fazer, compete a ele”, disse, sobre a decisão do presidente de sancionar ou de vetar o projeto. O reajuste é a primeira pauta-bomba que o futuro governo terá de enfrentar. O aumento eleva ainda mais as despesas da União em um momento em que a previsão é de déficit de R$ 139 bilhões para 2019.

Bolsonaro disse estar estudando a questão do frete dos caminhoneiros, que esteve na pauta da paralisação do início do ano.

 

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