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Bolsonaro diz que governo estuda mais três parcelas para auxílio emergencial

Bolsonaro diz que governo estuda mais três parcelas para auxílio emergencial
Guedes e Bolsonaro fizeram o anúncio durante transmissão ao vivo na rede social. Foto: Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (25) que o governo estuda liberar mais três parcelas do auxílio emergencial, pago a trabalhadores informais, desempregados e autônomos como forma de atenuar os efeitos da covid-19 na economia. O anúncio foi feito durante transmissão ao vivo em rede social, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ainda segundo o presidente, as novas parcelas vão ter valores decrescentes.

“O auxílio emergencial vai partir para uma adequação. Serão (concedidos) com toda certeza R$ 1.200 em três parcelas. Deve ser dessa maneira, estamos estudando: R$ 500, R$ 400 e R$ 300”, afirmou Bolsonaro. Inicialmente, o auxílio  mensal de R$ 600 seria pago por três meses, a contar de abril passado. Cada pagamento custa cerca de R$ 51 bilhões mensais aos cofres públicos.

O anúncio da prorrogação ocorre após pressão do Congresso e apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou em suas redes sociais que a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial é ajuda “urgente” e para “agora”. Além da extensão do auxílio, o Congresso articula propostas de renda mínima e até a criação de uma frente parlamentar para discutir a ideia. Como reação, a equipe econômica quer propor a criação de programa social – o Renda Brasil – em substituição ao Bolsa Família.

Durante a transmissão, Guedes disse que a ideia do pagamento escalonado teria partido do próprio Bolsonaro e que deve servir como adequação. “À medida que a economia começa a se recuperar e andar novamente, as pessoas vão devagar se habituando”, disse o ministro. O Estadão já havia antecipado que esse formato escalado era avaliado pelo Palácio do Planalto para fixar uma espécie de transição no valor do benefício, até que chegue ao final.

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, chegou a anunciar em uma rede social a proposta de prorrogar o pagamento do auxílio emergencial, mas logo depois apagou a mensagem. Procurada, a assessoria de imprensa da pasta afirmou que a publicação fora um “equívoco” e que os valores ainda estavam sendo discutidos internamente no governo.

Ainda durante a transmissão, o ministro da Economia afirmou que, desde o início da pandemia, o governo injetou R$ 350 bilhões na economia do país, dos quais R$ 150 bilhões em recursos para o auxílio emergencial e R$ 150 bilhões em ajuda a Estados e municípios, além do socorro de cerca de R$ 50 bilhões para que empresas mantivessem empregos sem demitir funcionários.

Ainda segundo Guedes, “nunca houve tanto dinheiro para Estados e municípios”.

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