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Bolsonaro dá posse a André Mendonça na Justiça e cita independência entre poderes

Bolsonaro dá posse a André Mendonça e cita independência entre poderes
Mendonça cumprimenta Bolsonaro durante a cerimônia de posse. Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) destacou a independência dos três poderes públicos na cerimônia de posse ministerial de André Mendonça, na Justiça, e de José Levi, na Advocacia-Geral da União. O presidente leu artigos da Carta Magna para reforçar a divisão e atuação independente dos três poderes.

A declaração ocorre após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de impedir a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal.

“Não posso admitir que ninguém ouse desrespeitar ou tentar desbordar nossa Constituição”, disse. Na cerimônia, Bolsonaro fez questão de cumprimentar autoridades do Judiciário presentes, como o presidente do STF, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes. O presidente destacou que seu papel e dos demais poderes é o de garantir a “harmonia, independência e respeito (dos Poderes) entre si”.

Com uma analogia para explicar a saída de dois ministros de seu governo nas últimas semanas, o chefe do Executivo afirmou que “jogadores também cansam”. “Usando o direito que tenho como chefe do Executivo, nós substituímos essas pessoas”, disse.

Bolsonaro afirmou sua confiança em Mendonça e Levi e disse aos ministros recém-empossados que, juntamente com os poderes Legislativo e Judiciário, compõem um time de “privilegiados” que tem nas mãos o futuro do país.

O presidente também indicou que não desistiu ainda de nomear o delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor da Polícia Federal (PF).  Bolsonaro disse que, em breve, o “sonho” de nomear Ramagem se concretizará. Pouco antes, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que não recorrerá da decisão do STF que impediu o delegado de ocupar o cargo.

“Eu gostaria de honrá-lo no dia de hoje dando-lhe posse como diretor-geral da Polícia Federal. Tenho certeza de que esse sonho meu, mais dele, brevemente, se concretizará para o bem da nossa Polícia Federal e do nosso Brasil”, declarou o presidente.

MENDONÇA

Sem citar o ex-juiz Sérgio Moro diretamente, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública deu vários recados ao antecessor e fez promessas de combate ao crime no primeiro discurso após tomar posse. Mendonça também não poupou elogios ao presidente, a quem chamou de “profeta no combate à criminalidade”.

Enquanto Moro deixou a função acusando Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal, Mendonça prometeu uma atuação “técnica” à frente da pasta. “Lutarei com todos os esforços no combate à criminalidade”, disse. “Vamos fazer operações conjuntas. Cobre de nós, presidente, mais operações na Polícia Federal”, reforçou.

O novo ministro da Justiça demonstrou, ainda, alinhamento com a postura de Bolsonaro contra a imposição de medidas de isolamento social nos Estados. Na gestão anterior, Moro resistiu ao pedido do presidente para que o ministro da Justiça se posicionasse contra os governadores em casos que considera que há excessos. “A crise não envolve só a saúde, mas emprego, subsistência e o direito de ir e vir. Temos de ser capazes de colocar o povo em primeiro lugar”, disse Mendonça.

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