Economia, Notícias

Bolsonaro assina texto de reforma administrativa

Bolsonaro assina texto de reforma administrativa
Bolsonaro foi convencido por integrantes da equipe econômica da importância e da urgência do tema. Foto: Carolina Antunes/ABr

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou a proposta de reforma administrativa, que será enviada ao Congresso somente depois do Carnaval. Conforme apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a proibição ao servidor público de se filiar a partido político foi retirada do texto analisado e referendado por Bolsonaro. O ponto polêmico foi anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda no ano passado no início das discussões sobre o tema.

De acordo com interlocutores ouvidos pela reportagem, Bolsonaro resolveu bater o martelo de vez na proposta porque foi convencido por integrantes da equipe econômica da importância e da urgência do tema para a economia do país. A avaliação é de que a demora no envio da matéria foi uma sinalização ruim para os agentes do mercado, mostrando que a estratégia de continuar com as reformas perdeu ritmo no governo.

Com o envio da matéria, equipe econômica e lideranças do governo no Congresso vão intensificar a articulação política em prol de 12 propostas consideradas prioritárias para a agenda econômica. A lista foi apresentada a Bolsonaro e inclui, além da reforma administrativa, a reforma tributária, a autonomia do Banco Central, o marco legal de cabotagem, a nova lei do gás, a privatização da Eletrobrás, as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, do Pacto Federativo e dos Fundos Públicos, o marco legal do saneamento, a alteração do regime de partilha e o marco legal do setor elétrico.

CLIMA POLÍTICO

Desde o ano passado, o governo vinha prometendo enviar aos parlamentares um texto próprio para a reforma administrativa. Neste mês, o governo ameaçou desistir do envio “por falta de clima político”, mas voltou atrás e agora trabalha para entregar a proposta logo depois do Carnaval. Pelo que já foi divulgado do texto que estava em construção, haverá redução no número de carreiras e também no salário inicial, além de mudanças na chamada estabilidade do servidor.

O presidente Bolsonaro, em várias oportunidades, afirmou que a estabilidade dos atuais servidores não será afetada.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*