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Bolsonaro apela para caminhoneiro não realizar greve e avalia medidas no diesel

Bolsonaro apela para que não ocorra greve de caminhoneiros
Bolsonaro confirmou a intenção do governo de reduzir tributos sobre o diesel para aliviar a pressão sobre o bolso dos caminhoneiros. Foto: Arquivo

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez nesta quarta-feira (27) apelo aos caminhoneiros para que desistam da paralisação da categoria, programada para a semana que vem. Bolsonaro confirmou a intenção do governo de reduzir tributos sobre o diesel para aliviar a pressão do reajuste do combustível sobre o bolso dos caminhoneiros, mas ressaltou que “não é uma conta fácil de ser feita”. Cada centavo de redução no PIS/Cofins sobre o diesel teria impacto de R$ 800 milhões nos cofres públicos. “Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia, mas apelamos para que eles não façam greve, porque todos nós vamos perder”, pediu o presidente.

Bolsonaro esteve nesta quarta-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sede da pasta. A reunião não estava na agenda oficial de nenhum deles. No encontro, um dos assuntos foi justamente a possibilidade de compensar os caminhoneiros pelo aumento no preço do diesel.

“Estamos estudando medidas. Agora não tenho como dar uma resposta de como diminuir o impacto, na verdade, de R$ 0,09 (de aumento) no preço do diesel (na refinaria). Para cada centavo no preço do diesel que, por ventura, nós queiramos diminuir, no caso o PIS/Cofins, equivale a buscar em algum outro local R$ 800 milhões. Então não é uma conta fácil de ser feita”, afirmou o presidente.

Como mostrou o Grupo Estado, técnicos ressaltam que o corte no PIS/Cofins só vai adiante se houver compensação, ou seja, elevação de outro tributo ou corte de subsídio. As opções ainda estão sendo analisadas pela área econômica. Há quem seja contra a medida por considerar que resolve a questão apenas no curtíssimo prazo, sem afastar risco de novos reajustes nos preços.

Bolsonaro disse que a Petrobras dá reajustes conforme o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. “Ontem (terça) tivemos boa notícia. O dólar baixou 20 centavos”, afirmou.

O presidente atribuiu os preços elevados do combustível à carga de impostos, sobretudo estaduais. “O diesel, na refinaria… O preço está razoável, mas até chegar na bomba de combustível tem ICMS, tem margem de lucro, tem transportador, tem monopólio no meio disso”, afirmou. “Estamos buscando uma maneira de não ter mais esse reajuste (para o diesel). Os impostos federais, a gente sempre disse, eu estou pronto para zerar. A gente vai para o sacrifício, mas gostaria que o ICMS acompanhasse também essa diminuição”, acrescentou.

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