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Bolsa fecha aos 100 mil pontos pela 1ª vez desde março

Alinhado ao dia positivo no exterior, o Ibovespa voltou a sentir o cheirinho de 100 mil pontos pela segunda vez na semana e, desta vez, conseguiu sustentar a marca psicológica de seis dígitos no encerramento, algo que não ocorria desde 5 de março.

Ao final do dia, o principal índice da B3 apontava alta de 0,88%, aos 100.031,83 pontos.

O índice acumulou ganho de 3,38% entre segunda e sexta-feira, semelhante ao da semana anterior (+3,12%), e emendou o segundo avanço semanal, o que eleva a alta no mês a 5,23%. O giro financeiro, em linha com o observado na semana, totalizou R$ 24,3 bilhões ontem. No ano, o Ibovespa cede 13,50%.

O dia vinha morno na B3 com o Ibovespa oscilando pouco mais de mil pontos entre a mínima e a máxima da sessão até que entrou em trajetória ascendente após às 16h, enquanto Nova York se direcionava a fechamentos próximos às res­pectivas máximas.

No exterior, os investido­res preferiram ver o copo meio cheio: embora persistam as preo­­cupações quanto ao avanço do novo coronavírus nos EUA e a casos ressurgindo na Ásia, a atenção se voltou para resultados animadores da farmacêutica Gi­lead sobre o tratamento com remdesivir, que tem reduzido o índice de mortalidade da doença.

Assim, o Nasdaq (+0,66%) permaneceu em máxima de fechamento, com avanço mais tí­mido nesta sessão do que o observado em Wall Street, onde o Dow Jones encerrou em alta de 1,44% e o S&P 500, de 1,05%.

Por aqui, a leitura sobre a atividade de serviços em maio (queda de 0,9%) esfriou parte do entusiasmo de anteontem com as vendas do varejo no mesmo mês (alta de 13,9). Por outro lado, a forte retração em segmento vital para a economia brasileira ressuscita a expectativa por no­vo corte da Selic, em agosto.

“O mercado tem olhado mais para o que ajuda a subir – no caso, a liquidez – do que para fun­damentos. Vamos ver se os resultados do 2º trimestre condizem. Sabe-se que serão ne­gativos, mas é preciso saber quão ruins serão, e o que haverá de indicação para frente”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

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