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Bolsa fecha acima dos 100 mil pontos pela 1ª vez na história

Com a ajuda do cenário internacional, o Ibovespa, principal índice da B3, bolsa paulista, fechou nesta quarta-feira, 19, acima dos 100 mil pontos pela primeira vez na história. A sinalização do Federal Reserve, o banco central americano, de que deve cortar os juros em breve animou os investidores e levou o índice a registrar alta de 0,90%, aos 100,3 mil pontos. O dólar, que operava em alta antes do posicionamento Fed, encerrou em baixa de 0,30%, a R$ 3,85.

“Não foi apenas o Fed. Foi o BCE ontem (terça-feira), o Copom hoje (quarta) e também o Banco do Japão, que tem chances reais de cortar os juros”, disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

O economista afirma que a tendência de afrouxamento monetário e outros estímulos econômicos pelo mundo certamente beneficia os mercados emergentes em diversos aspectos, como a maior atratividade dos mercados, melhores condições para equacionar dívidas e aumento de demanda por matérias-primas.

Bandeira também apontou o cenário político doméstico como fator positivo, com indicação de que o relatório da reforma da Previdência pode ser votado na comissão especial na próxima semana.

“A alta recente do Ibovespa vai chamar alguma realização de lucros, mas a tendência primária ainda é de alta, principalmente se houver suporte ao encaminhamento da reforma e se o cenário externo se acalmar”, afirmou o economista, apostando na sustentação do novo patamar.

Já para Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, a consolidação do Ibovespa no patamar acima dos 100 mil pontos no curto prazo é incerta. “Ainda está longe de a reforma passar. O investidor estrangeiro só vai entrar na Bolsa depois. E os locais, com bolsa acima de 100 mil pontos, tendem a diminuir o apetite”, afirmou Miziara.

A Bolsa brasileira chegou a alcançar a marca dos 100 mil pontos em 18 de março deste ano, em meio às perspectivas otimistas para a reforma da Previdência naquela ocasião. Mas não conseguiu sustentar a marca até o final do pregão.

Sem inflação

O recorde atingido pelo índice é nominal, por não considerar a variação da inflação ao longo dos anos. Em termos reais, o mercado considera o pico do índice no dia 20 de maio de 2008, quando marcou 73.516 pontos.

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