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Black Friday 2018 bateu vendas totais de 2017 às 17h, mas desconto falso liderou queixas

Black Friday 2018 bateu vendas totais de 2017 às 17h, mas desconto falso liderou queixas
Aumento no número de pedidos e de vendas foi acompanhado de mais reclamações. Foto: Agência Brasil

O faturamento online da Black Friday de 2018 já superava às 17h de ontem (23) os R$ 2,1 bilhões de vendas do evento do ano anterior, informou a consultoria Ebit/Nielsen, que monitora resultados do comércio eletrônico.

Se comparado o intervalo entre 0h de quinta-feira até às 17h do dia seguinte nos dois anos, período observado pela empresa, o avanço foi de 26% (os dados não consideram a inflação, que foi de 4,56% em 12 meses terminados em outubro).

Houve aumento tanto no número de pedidos como também no valor médio gasto por compra, aponta a consultoria.

Foram registrados mais de 3,23 mi­lhões de pedidos até às 17h, 14% a mais do que no ano passado. O tíquete médio subiu para R$ 641, alta de 10%.

Ana Szasz, líder comercial para Ebit/Nielsen, disse que, com os resultados parciais, a Black Friday de 2018 deve terminar com crescimento na casa de dois dígitos.

O avanço deve ficar em linha com a expansão que o comércio eletrônico vem re­gistrando no ano – no primeiro semestre, foi de 12%.
Szasz disse que a quinta-feira (22) teve forte crescimento de vendas, de 42% em relação ao ano passado. Itens de beleza (cosméticos e perfumes) foram os mais vendidos.

A partir das 20h, quando as lojas começaram a colocar suas promoções oficiais, consumidores deram mais atenção a produtos de maior valor e descontos mais vantajosos, como smartphones e eletrodomésticos, afirmou Szasz.

“O consumidor está mais exigente. Concentrou a compra na quinta e sexta (para ter melhores descontos) e o varejo se preparou mais para isso”, disse.

O aumento das compras foi acompanhado por mais quei­xas de consumidores, segundo o site Reclame Aqui, de reclamações de consumidores. Segundo a companhia, foram registradas 230 reclamações por hora, contra 199 em 2017.

A maior parte das queixas foi motivada por propaganda enganosa (quando o desconto prometido é falso), responsável por 16,1% delas. Em seguida vieram divergência de valores na hora de fechar a compra (8,3%) e problemas de fina­lização de compra (7,1%).

 FRUSTRAÇÃO

Felipe Paniago, diretor de operações da empresa, disse que, em pesquisas feitas com ferramentas de tecnologia em redes sociais realizadas pelo Reclame Aqui, identificou-se que o brasileiro tinha expectativa mais positiva do que negativa em relação à Black Friday. Porém, durante a sexta-feira, as visões negativas e positivas se equilibraram, conforme parte dos consumidores era frustrada pelo que encontrava de fato.

“Ainda se erra muito na Black Friday, mas não dá para dizer que houve uma ‘Black Fraude’ como em outros anos. O saldo é mais positivo do que negativo”, afirmou.

Paniago disse, que 2018, teve como novidade aumento de reclamações relacionadas à compra de passagens aéreas. Isso acontece, explicou, pela dificuldade que o consumidores tiveram para encontrar as promoções que viram anunciadas na hora de buscar a oferta no site, o que é mais difícil no caso de bilhetes.

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