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Bernardinho deixa seleção de vôlei por família e saúde

Depois de mais de duas décadas a serviço da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) como técnico de seleções, Bernardinho decidiu mudar de função.

Após negociação que se arrastou por quase cinco meses, o vitorioso treinador comunicou na noite de terça-feira (10) que entregaria seu cargo na seleção masculina, que comandava desde 2001, para “cuidar da família e da saúde” – antes, entre 1994 e 2001, trabalhou como técnico da seleção feminina.

Bernardinho será substituído por Renan Dal Zotto, um dos protagonistas do time que conquistou a prata nos Jogos de Los Angeles, em 1984 – a chamada “Geração de Prata” – e que ocupava o cargo de diretor de seleções na CBV desde 2015.

“É um pouco do desgaste natural ao longo dos anos. Ele quer tempo para cuidar da própria saúde e da família. Não tem nenhum problema com a CBV”, disse o novo diretor de seleções, Radamés Lattari.

De fato, o ex-técnico do time masculino não deve se afastar da confederação. Segundo o executivo, Bernardinho vai ajudar o novo treinador. Será uma espécie de coordenador do time masculino, além de trabalhar com as divisões de base.

“Vocês conhecem o estilo do Bernardinho. Ele não está preocupado com nomenclatura de cargo. Quer é trabalhar”, afirmou.

Além disso, o ex-treinador também foi convidado para ocupar assento no Conselho Diretor da entidade.

Com a decisão, Bernardinho pretende iniciar nova fase na carreira. Sua intenção é ter mais tempo para os familiares após de mais de 22 anos percorrendo o mundo com a seleção brasileira.

A saúde é outra preocupação. Em 2014, após exame de rotina, foi encontrado tumor no rim direito de Bernardinho, que teve de se submeter a uma operação às pressas para retirá-lo.

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