Arte & Lazer, Dança

Bboys de Diadema viajam para Europa

HP Klinger e Luan San são frequentadores da Casa do Hip Hop de Diadema e integrantes do grupo Funk Fockers. Foto: Thiago Benedetti/PMDDois bboys de Diadema, HP Klinger e Luan San, viajam hoje (26) para Europa, onde participam de competições, workshops e atuam como jurados em eventos de Breaking (dança urbana). O périplo dos dançarinos deve durar um mês e começa pelas cidades de Toulouse e Paris, na França, e depois seguem para Dinamarca, Suíça e Holanda.

HP Klinger e Luan San são frequentadores da Casa do Hip Hop de Diadema e integrantes do grupo Funk Fockers, único coletivo brasileiro de Break Dance a conquistar o título mundial da modalidade no prestigiado evento de Hip Hop, edição 2015, “Hip Opsession”, realizado na cidade francesa de Nantes. O grupo tem reconhecimento internacional e já se apresentou em mais de 25 países de quatro continentes: América do Norte e Latina, Europa e Ásia.

Formado por dez integrantes, quatro de Diadema e os outros das cidades de Sumaré e Ribeirão Preto, o Funk Fockers existe desde 2008. O trabalho do grupo é calcado em pesquisas das manifestações vindas da Cultura do Hip Hop e daí é que surge a inspiração para criação das performances mostradas no Brasil e no estrangeiro.
Os participantes do Funk Fockers também atuam em atividades socioeducativas como o Projeto S.U.J.O. – Sintonia Urbana de Juntas e Objetivas. Desenvolvida em parceria com o Coletivo Fuligem, da cidade de Ribeirão Preto, o projeto propõe conectar a cultura de rua com os meios virtuais, buscando dar mais visibilidade ao Breaking e as suas vertentes dentro da Cultura dos Quatro Elementos.

Treinos

Na Casa de Hip Hop de Diadema o Funk Fockers ensina jovens bboys a terem mais resistência em suas performances, experiência passada durante os ensaios que seus integrantes realizam no espaço cultural todas as segundas, terças e quintas-feiras. Os treinos são ancorados na metodologia de que o praticante de Dança de Rua deve ter boa preparação física e nutrição adequadas, saber se comunicar e avançar nas técnicas necessárias para se tornar um dançarino profissional.

Segundo o bboy HP Klinger, participar de eventos internacionais é sempre importante. “Além de mostrar a arte que o nosso País produz e saber o que está acontecendo na cena do hip hop internacional, a troca de experiência com pessoas de outras nacionalidades é muito enriquecedora”, afirma.

Outro ponto que Klinger chama atenção é para a inclusão do Breaking como categoria esportiva nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, que vai acontecer na cidade de Buenos Aires, na Argentina. “A criação desse novo esporte vai abrir um leque de oportunidades para quem faz a dança no Brasil e no mundo”, afirma.

Para o secretário de Cultura, Eduardo Minas, a inclusão do Break Dance nos Jogos Olímpicos é um incentivo para os jovens de Diadema que frequentam as oficinas de dança da Casa do Hip Hop ou para quem já exercita suas habilidades de dançarino na categoria e quer se tornar um profissional.

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