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Base governista intensifica articulação para votação da reforma da Previdência

Base governista intensifica articulação para votação da reforma da Previdência
Relator da proposta, Arthur Maia apresentou texto com mudanças na semana passada. Foto: Agência Brasil

Com o fim do carnaval, os líderes de partidos da base governista se preparam para retomar as articulações para a votação da reforma da Previdência. A poucos dias da data marcada para início das discussões no plenário da Câmara, o governo ainda busca votos para alcançar o quórum mínimo a fim de aprovar a emenda constitucional no Congresso.

A votação está prevista para começar na próxima terça-feira (20), conforme cronograma definido no fim do ano passado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, a proposta ainda não reúne os 308 votos necessários entre os 513 deputados para ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara.

Por se tratar de uma emenda constitucional, a maioria qualificada em dois turnos também é exigida para aprovação no Senado, onde deve receber voto favorável de pelo menos 49 senadores. O texto que deve ser discutido em plenário foi apresentado pelo relator, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), na semana passada. A expectativa é de que a proposta, mais flexível do que a apresentada inicialmente, possa atrair mais apoio em torno da reforma. Entre os pontos alterados está a manutenção da pensão integral a viúvas de policiais civis, federais e rodoviários federais mortos durante o trabalho.

Em busca de votos

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou à reportagem que, até o fim de semana será feita avaliação com os presidentes Michel Temer, Rodrigo Maia, da Câmara, e Eunício Oliveira (MDB-CE), do Senado, para definir estratégias sobre o rito que deve ser seguido na próxima semana. “A minha avaliação é que temos de colocar em votação com a garantia de votos. Não é nem uma questão de governo. É uma questão do Estado brasileiro. Você impor uma derrota a uma matéria como essa não é uma derrota do governo. É uma derrota que acaba repercutindo mal para o país todo e acaba impondo sanções que talvez sejam muito graves num momento como esse. É melhor ter a prudência de colocar uma matéria como essa com a convicção de que nós aprovaremos, como aconteceu com a trabalhista e outros temas”, ressaltou Ribeiro.

Questionado se o número de votos melhorou depois da apresentação do novo relatório, o líder sinalizou que não houve mudanças devido à dispersão causada pelo carnaval. Explicou que tanto a contabilidade quanto a avaliação de novas demandas em torno do texto devem se intensificar a partir de agora, quando a base for “reaglutinada” depois do feriado prolongado.

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que a base continua trabalhando pela aprovação da proposta. “Está todo mundo na batalha. Estávamos com 270 (votos). Está todo mundo muito empenhado de virar voto.Vamos ver o que vai resultar”, afirmou Mansur.

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