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Base governista cogita instalar CPI da Habitação em Diadema

Apartamentos foram entregues no último sábado (1º). Foto: Eberly LaurindoA bancada do PV na Câmara de Diadema, juntamente com os demais vereadores que fazem parte da base de sustentação no governo do prefeito Lauro Michels (PV), consideram a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na concessão de unidades habitacionais.

Em 31 de março, o Diário Regional revelou que três parentes do vereador Sergio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio (PPS), foram contemplados em empreendimentos sociais. A companheira, a irmã e a mãe do popular socialista constam em cadastros da prefeitura para receber apartamentos do Condomínio Pau do Café, entregues no último sábado (1º). O parlamentar era presidente de uma associação de moradia e também foi funcionário na Secretaria de Habitação entre 2013 e 2016.

Segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso, a companheira do vereador, Elivânia Ferreira da Silva, declarou que não morou na área de onde as famílias foram removidas e, portanto, tiveram direito ao imóvel. Revelou também que apesar de ter trabalhado em 2014 como assessora parlamentar, ganhando mais de R$ 3 mil, recebeu bolsa aluguel entre 2012 e 2016.

A secretária de Habitação, Regina Gonçalves, já havia declarado que todos os cadastros serão auditados. “A bancada de sustentação se reúne amanhã (hoje, 4) para discutir se realmente vamos pedir a CPI”, explicou o vereador Rodrigo Capel (PV). “Não tinha conhecimento de nada disso até as reportagens, mas são coisas muito sérias e que precisam ser investigadas”, pontuou.

Informações

Segundo o verde, inicialmente serão pedidas informações para a prefeitura. “Queremos saber se as pessoas cumpriram os requisitos para ter direito aos apartamentos; se estavam dentro do critério de renda; se realmente não houve favorecimento de uns em detrimento de outros”, completou. “Precisamos de sete assinaturas para protocolar o pedido de abertura, já temos nove”, afirmou.

Companheiro Sergio ne­ga, desde a publicação da primeira matéria, que tenha havido favorecimento. “Todos os processos são anteriores ao período que fui comissionado e também à minha eleição, em 2016”, tem argumentado o parlamentar, que não vê conflito de interesses no fato de seus parentes terem sido contemplados e alega perseguição política. “Estão investigando agora porque vou ser presidente da CPI”, afirmou à reportagem. Também negou que a mãe tenha sido beneficiada. O vereador vai presidir investigação sobre irregularidades em contratos da Secretaria de Educação.

Capel nega que esteja ocorrendo perseguição política. “São suspeitas sérias que precisam ser averiguadas. Se não foi feito nada de errado, se está tudo dentro do normal, não há o que temer e também não se pode falar em perseguição”, argumentou. Segundo o vereador, o assunto deve ser encaminhado para o Ministério Público. Companheiro Sergio não foi localizado para comentar a possível instalação da CPI.

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