Diadema, Minha Cidade

Banco de Diadema distribui alimentos para pessoas em situação de risco social

Nutricionistas do Banco realizam triagens, em que são descartados os alimentos estragados ou que estiverem fora do prazo de validade. Foto: Thiago Benedetti/PMD
Nutricionistas do Banco realizam triagens, em que são descartados os alimentos estragados ou que estiverem fora do prazo de validade. Foto: Thiago Benedetti/PMD

Criado para combater o desperdício, o programa Banco de Alimentos de Diadema distribuiu de janeiro a setembro, deste ano, 385 toneladas de comida. A maior parte dos comestíveis, 304 toneladas, foi repassada em plena pandemia, contribuindo para que famílias em situação de vulnerabilidade social, na cidade, pudessem tem uma alimentação melhor.

Maria Tereza Borges Guimarães, moradora do Jardim Tijuco, Taboão, é uma das assistidas pelo programa municipal que atende 14.772 pessoas. “Estou cadastrada no Banco há oito anos. Sou pensionista e vivo com um salário mínimo. Nessa pandemia, com os preços dos alimentos nas alturas, receber a ajuda da Prefeitura me garantiu comida na mesa ”, afirma.
Para a moradora do Jardim Marilene, Cristiana Herculano Rodrigues, contar com os mantimentos que o Banco lhe entrega periodicamente é algo que traz alívio e contribui para que a sua família tenha saúde. “Quando entrei no programa eu e meu marido vivíamos de bico e, com duas filhas pequenas, o dinheiro que entrava não dava para o que precisávamos. Agora, com os alimentos que recebemos, conseguimos comer melhor e até dar para complementar com uma mistura”, destaca.
Cristiana conta, que além de comida, o Banco também promove palestras que ensinam as pessoas a prepararem os alimentos de forma correta e sem desperdício. “Eu aprendi com as nutricionistas como higienizar frutas e verduras, com fazer molhos, e tudo isso foi muito importante para mim”, diz.
Dos produtos doados ao Banco, parte vem de 15 parceiros – supermercados e indústrias alimentícias – e a outra parte, resultado da compra de frutas, verduras e legumes que a Prefeitura realiza diretamente da agricultura familiar. “Par adquirir os hortifrútis utilizamos verba do governo federal, que chega via Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA. Já os alimentos secos como arroz, feijão, óleo, fubá, macarrão, sal e  bebidas lácteas, entre outros, são patrocinados, na sua maioria, por empresas de Diadema”, esclarece o assistente da Secretaria de Segurança Alimentar Rodrigo Alves.
Tiragem
Antes de distribuir as doações, as nutricionistas do Banco realizam triagens, em que são descartados os alimentos estragados ou que estiverem fora do prazo de validade. As embalagens danificadas também são recuperadas e a partir dessa etapa os comestíveis são entregues para 76 instituições parcerias, todas de Diadema, que os repassam aos cadastrados no programa.
As instituições são 46 entidades de produção local, asilos, albergues e orfanatos que atuam junto à comunidade; 21 associações que prestam atendimento às famílias dentro de núcleos habitacionais; e outras 9 entidades de caráter público, como creches municipais e locais públicos de saúde .
Situado na Rua Amélia Eugênia, 397, bairro Centro, o Banco de Alimentos de Diadema é gerenciado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar.  Para mais informações e como doar, os telefones são: 4057-8008 e 4057-8025.

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