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Banco Central mantém taxa de juros em 6,5% ao ano

Banco Central mantém taxa de juros em 6,5% ao ano
Decisão do BC pela manutenção da Selic foi unânime. Foto: Charles Sholl/Raw Image/Folhapress

O Comitê de Política Mo­ne­tária (Copom) do Banco Central manteve ontem (1º) a taxa básica de juros em 6,5% ao ano, na mínima histórica. A decisão da autoridade monetária foi unânime e era esperada por 36 dos 38 economistas ouvidos pela agência Bloomberg. Essa é a terceira manutenção seguida da Selic, após ao BC pegar o mercado de surpresa e encerrar em maio o ciclo de cortes.

Na avaliação do Comitê, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos “prescreve manutenção” da taxa Selic no nível vigente. O Comitê ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão a depender da evolução da atividade econômica, do balan­ço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

O BC voltou a afirmar que a greve dos caminhoneiros tem impacto temporário sobre inflação e crescimento, mas reconheceu que o ritmo da eco­nomia perdeu fôlego após o movimento de maio.

“Indicadores recentes da atividade econômica refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que aquele esperado antes da paralisação”, disse o BC em comunicado. Todos os setores da economia foram impactos pelo movimento, conforme apontam pesquisas do Ins­tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No início de julho, o gover­no anunciou a redução de sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% para 1,6% em 2018.
O anúncio do BC vem após a inflação disparar em junho, mas sinalizar alívio em julho. O Índice de Preços ao Con­su­midor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve alta de 1,26%, a maior para junho desde 1995, mas o IPCA-15 deste mês (prévia da inflação) desacelerou para 0,64%.

“A inflação do mês de ju­nho refletiu os efeitos altistas significativos da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos. Dados recentes corroboram a visão de que esses efeitos devem ser temporários”, afirmou o BC.

Apesar de considerar que os efeitos dos choques recentes sobre a inflação se revelam pontuais, a autoridade mone­tária disse que é importante acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene da greve.
Ao analisar o cenário externo, o comitê citou como fator de risco a guerra comercial entre EUA e China.

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