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Bancários vão às ruas em Santo André e protestam contra ‘silêncio’ da Fenaban

Moreira fala aos bancários: “A categoria está indignada, mas resiste bravamente”. Foto: Eberly Laurindo

Os bancários do ABC realizaram ontem (21) passeata no Centro de Santo André com o objetivo de sensibilizar a sociedade e os bancos para a greve nacional da categoria, que entra hoje no 17º dia sem avanço nas negociações.

Munidas de faixas e cartazes, cerca de 300 pessoas participaram da passeata, que teve o Teatro Carlos Gomes como ponto de partida e passou pelas principais ruas do centro financeiro de Santo André, co­mo a Senador Fláquer. Após a passeata, a categoria realizou assembleia na sede do Sindicato dos Bancários do ABC.

Na região, a greve atinge quase 100% do total de 400 agências e 80 postos bancários. O último balanço divulgado pelo sindicato mostrava, no dia 15, a adesão de 6.530 dos 6.600 trabalhadores que compõem a categoria nos sete municípios.

“A categoria está indignada com a postura dos bancos, mas resiste bravamente em busca de um reajuste salarial digno, acima da inflação, e de um ambiente de trabalho mais saudável”, disse o presidente do sindicato, Belmiro Moreira, que integra o Comando Nacional, encarregado de negociar com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em nome de 140 sindicatos.

Iniciada no dia 6 de setembro, a paralisação entrou na terceira semana após três rodadas de negociação terminarem sem acordo.

Em reunião realizada no dia 15, a Fenaban manteve a proposta apresentada no dia 9 e reapresentada no dia 13, em que ofereceu reajuste salarial de 7% mais abono de R$ 3.300, a ser pago em até dez dias após a assinatura do acordo. Não há nova negociação agendada.

A categoria alega que a oferta de 7% é insuficiente porque sequer cobre a inflação e pede aumento real de 5% mais a inflação no período da data-base, que foi de 9,62% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Em todo o país, 13.398 agências e 40 centros administrativos foram paralisados ontem, cerca de 57% do total de locais de trabalho, segundo balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Como driblar a greve

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) lembra que os correntistas podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários – como supermercados, Correios e casas lotéricas – é possível fazer o pagamento de boletos de serviços públicos, como luz, água, gás e telefone.

Outros canais de atendimento estão disponíveis, co­mo internet banking e aplicativos para celulares.

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