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Bancários rejeitam 7% de reajuste e mantêm greve iniciada na terça-feira

Movimento paralisou 261 agências no ABC ontem. Foto: Eberly Laurindo

Os bancários rejeitaram nova proposta de reajuste salarial dos bancos, apresentada ontem (9), e continuam em greve iniciada na última terça-feira em todo o país.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de 7% nos salários e demais benefícios, mais um abono de R$ 3.300. Porém, segundo a categoria, a proposta é insuficiente porque segue abaixo da inflação do período, que é de 9,62% até agosto, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A oferta inicial da bancada patronal era de aumento de 6,5% e abono de R$ 3.000.

Haverá nova rodada de negociações na próxima terça-feira, com a participação de representantes da Fenaban e do Comando Nacional dos Bancários, que negocia em nome de cerca de 140 sindicatos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

A Fenaban argumenta que o reajuste e o abono (que não é incorporado ao salário) somados superam a inflação na maioria das faixas salariais.

Bancários iniciaram a paralisação na terça pedindo aumento real de 5% mais a reposição da inflação.

Ontem, quarto dia de greve, o movimento atingiu 261 agências no ABC, com mais de 5 mil bancários paralisados, de um total de 6.600 que compõem a categoria na região.

“Nossa intenção é atingir 100% das agências paralisadas na região nos próximos dias”, afirmou Belmiro Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários do ABC e integrante do Comando Nacional.

No país ficaram fechadas 10 mil agências bancárias, cerca de 40% do total, segundo levantamento da Contraf.

No ano passado, a greve durou 21 dias e garantiu à categoria reajuste de 10%, com aumento real de 0,11%.

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