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Bancários fecham acordo com reajuste salarial por dois anos com Fenaban

Bancários fecham acordo com reajuste salarial por dois anos com Fenaban
Juvandia: “Na conjuntura em que a gente fez a campanha, o resultado é muito bom”. Foto: Reprodução

Terminou a campanha salarial nacional de quase meio milhão de bancários. Nesta segunda-feira (31), sindicatos de bancários de todo o país – inclusive do ABC – aprovaram acordo firmado entre o Comando Nacional da categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O acordo garante reajuste salarial e abono de R$ 2 mil em 2020, aumento real (acima da inflação) em 2021, além da manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva e dos acordos específicos para os bancos públicos.

Em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários do ABC, o acordo foi avalizado por 92,25% dos votantes e reprovado por 6,20%, com abstenção de 1,55%.

O acordo prevê para este ano aumento de 1,5% para salários, com abono de R$ 2 mil e reposição da inflação (estimada em 2,74% para o período de 12 meses encerrado em agosto) para as demais verbas, como vales alimentação e refeição e auxílio-creche/babá.

Para 2021, o acordo garante a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses anteriores à data-base (1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2021) e aumento real de 0,5% para salários e demais verbas como vale-alimentação e vale-refeição, assim como para valores fixos e tetos da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta prevê ainda a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos específicos de bancos públicos por dois anos.

O resultado da negociação foi positivo para a categoria, avaliou a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Na conjuntura em que a gente fez a campanha – de pandemia, crise econômica, desemprego, de um governo de extrema direita e que ataca direitos –, o resultado dessa campanha é muito bom. A categoria manteve todos os direitos. Isso se dá graças a nossa organização nacional”, avaliou Juvandia, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, responsável pela negociação com a Fenaban.

IMPACTO

O acordo vai ajudar a economia brasileira. Reajustes de salários, vales e da PLR terão impacto total de R$ 8,1 bilhões, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicas (Dieese). Somente o impacto da PLR é de R$ 6,2 bilhões na economia. O reajuste salarial, incluído abono, vai implicar na injeção de outros R$ 757 milhões.

Restaurantes, lanchonetes e supermercados de todo o país também terão alívio com a injeção de outros R$ 223 milhões, referentes ao reajuste dos vales refeição e alimentação. “Quando o trabalhador ganha, toda a sociedade ganha. Com esses valores, o comércio vai vender, os bancários vão consumir, reformar suas casas e pagar suas dívidas. Ganha a economia e ganha o governo, que arrecada mais, quando a economia gira”, afirmou a presidente da Contraf-CUT.

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