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Bancários do ABC aprovam em assembleia reajuste salarial de 5%

Bancários do ABC aprovam em assembleia reajuste salarial de 5%
Bancários aprovaram reajuste obtido na décima rodada de negociações com a Fenaban. Foto; Divulgação/Bancários ABC

Bancários de instituições privadas, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil no ABC aprovaram ontem (29) as contrapropostas apresentadas pelos bancos no último fim de semana.

Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Ban­cários do ABC, em Santo André, a categoria deu aval ao reajuste de 5% nos salários, sendo 3,78% de reposição da inflação projetada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 1,18% de aumento real.

Além disso, o acordo contempla a manutenção dos direitos pre­vistos na Convenção Cole­tiva de Tra­balho (CCT) válida pa­ra os empregados de ban­cos públicos e privados.

A proposta tem validade de dois anos. Assim, ficam garantidos até 2020 a manutenção dos direitos e a reposição da inflação pelo INPC mais 1% de aumento real para salários e demais verbas em 1º de setembro de 2019.

Durante a assembleia, o pre­si­dente do sindicato, Belmiro Moreira, fez rápida retrospectiva da campanha, que ocorreu num cenário de pressão causada pela reforma trabalhista. Ao todo, empre­gados e patrões realizaram dez rodadas de negociação.

“Inicialmente, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofereceu apenas 0,5% de reajuste, além de ameaçar acabar com a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) integral de mulheres em licença-maternidade e dos afastados por doença. Porém, com a pressão da categoria, recuou”, disse Moreira.

Na região, a mobilização teve paralisações e manifestações que provocaram atrasos na abertura de centenas de agências dos sete municípios.

Com a aprovação do acordo, a primeira parcela da PLR será paga em 20 de setembro.

PAÍS

Com a aprovação do acor­do em assembleias realizadas em todo o país, a campanha salarial unificada dos bancários está encerrada.

“Foi nossa contrarrefor­ma. A categoria entendeu que, nesse contexto de retirada de direitos, conseguimos um ótimo acordo. Garantimos aumento real acima da média e mantivemos todos os direitos da nossa CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) em uma conjuntura tão difícil”, disse Juvandia Moreira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT).

“Um terço das categorias com negociação neste ano não conseguiram fechar acordo e 51%, em julho, tiveram perdas. Além disso, considerados os trabalhadores de empresas públicas, os bancários estão sendo os únicos a conseguir aumento real”, prosseguiu a dirigente.

A nova Convenção Coletiva será assinada amanhã.

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