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Balsa do Riacho Grande terá capacidade dobrada

Marcelo Lima, Ciocchi, Morando e Pery Cartola, durante a assinatura do termo de autorização para a ampliação da balsa. Foto: Ricardo Cassin/PMSBCAntiga reivindicação de moradores da região dos Tatetos, a melhora na travessia da represa Billings, no Riacho Grande, está perto de se tornar realidade. O diretor-presidente da Empresa Metropolita­na de Águas e Energia (Emae), Luiz Carlos Ci­o­c­chi, anunciou ontem (5) a ampliação da balsa, o que deve reduzir o tempo de espera para quem deseja se deslocar ao Centro de São Bernardo e demais municípios do ABC.

Em maio deste ano, a Emae substituiu a balsa em operação há cinco anos desde a última reforma por outra com capacidade semelhante. A embarcação que saiu de circulação é a que será reformada e ampliada. A substituição não diminuiu os transtornos das cerca de 20 mil pessoas que residem no pós-balsa, já que as filas para a realização da travessia continuaram.

Com a reforma, a embarcação poderá transportar 400 passageiros e 40 veículos, o dobro da capacidade atual (18 veículos e 200 passageiros). A entrega está prevista para o primeiro semestre de 2018, com investimento estimado em R$ 2,5 milhões, integralmente bancado pela Emae.

O termo de autorização para a ampliação foi assinado durante cerimônia realizada ontem no Salão Nobre do Paço, a qual contou com a presença do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), do diretor-presidente da Emae e de lideranças de bairros do pós-balsa.

O anúncio foi feito após série de reuniões realizadas com a participação de Morando e Ciocchi, além de vários secretários municipais.

“Ninguém vai morar no pós-balsa porque quer. Mui­tos estão naquela região há 30 anos. Nossa obrigação é melhorar a vida dessas pessoas. Não é humano alguém aguardar três horas por uma travessia”, disse o prefeito, referindo-se ao tempo médio de espera nos fins de semana. “O objetivo é reduzir o tempo à metade”, prosseguiu.

Nas reuniões com a Emae, técnicos da prefeitura apresentaram modelos alternativos de travessia e chegaram, inclusive, a visitar a balsa que faz o transporte de veículos entre Itaju e Arealva, sobre o rio Tietê, no Interior do Estado. Porém, segundo o prefeito, a empresa optou pela manutenção do sistema atual, cabeado, que é mais seguro, principalmente na região do Riacho, onde é frequente a ocorrência de neblina.
“Tive diversas conversas com o prefeito e fico feliz de chegar aqui hoje (ontem) com boas novas. O que a Emae pode fazer, está fazendo”, comentou Ciocchi.

A previsão é de que, em 30 dias, seja publicado o edital de licitação para a escolha da empresa que fará a manutenção e ampliação da balsa. A assinatura do contrato, por sua vez, deve ocorrer em setembro. “Tenho certeza de que, no primeiro semestre de 2018, vamos devolver mais dignidade e respeito à população do pós-balsa”, assegurou Morando.

A Emae autorizou também a realização de estudo de viabilidade para a adoção de uma segunda embarcação na travessia. “É preciso analisar a viabilidade ambiental, o local onde seria construído o segundo atracadouro e o investimento necessário”, explicou Morando, destacando que ainda não há prazo para a conclusão. “O estudo traz nova esperança de se ter uma segunda balsa no local.”

Homenagem

Atualmente denominada João Basso, a embarcação poderá ganhar novo nome, conforme sugestão do prefeito. A proposta é homenagear o comerciante e liderança local Elson Sene, morto aos 54 anos, em 2016.

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