Mauá, Política-ABC, Sua região

Avante se aproxima do governo Atila Jacomussi

Presidente do partido, Chiquinho do Zaíra não confirma adesão. Foto: ArquivoA oposição em Mauá que já é pequena – oficialmente, são apenas quatro vereadores: os três do Avante, antigo PT do B, e o único petista do Legislativo, Marcelo de Oliveira – caminha para ser ainda menor. Está em fase avançada de articulação a adesão do Avante e de seus três parlamentares – Adelto Damasceno, o Adelto Cachorrão, Francisco Esmeraldo Carneiro, o Chiquinho do Zaíra, e Osvanir Carlos Stella, o Ivan – ao bloco governista.

As conversas ainda estão reservadas, mas o que já está definido é que um dos vereadores pode vir a assumir uma secretaria. O movimento traria o primeiro suplente, o ex-vereador Luiz Alfredo dos Santos Simão, para o Legislativo. Segundo fontes ouvidas pela reportagem do Diário Regional, tudo deve ser concretizado nas próximas semanas, mas o ingresso oficial no governo, com indicação de secretário, ocorrerá apenas no segundo semestre.

Presidente municipal do partido, o vereador Chiquinho do Zaíra era um dos maiores opositores do ex-prefeito Donisete Braga (PT), mas acabou aderindo ao projeto petista – e com ele o seu grupo, que em 2016 era formado por seis parlamentares. Com a derrota do petista para o prefeito Atila Jacomussi (PSB), o ainda PT do B foi um dos poucos partidos, além do próprio PT, que não apoiou o socialista no segundo turno.

Oficialmente, Chiquinho do Zaíra nega que esteja sendo discutida a adesão. “Não houve nenhuma discussão sobre isso. Se houver, tem de sentar com o partido, chamar os vereadores. O que existe é uma boa relação com o governo, com os governistas”, afirmou. “O que a gente começa a discutir agora são os projetos para 2018”, completou.

O vereador afirmou que o partido pretende lançar candidatos a deputados estadual e federal, e já colocou seu nome à disposição para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Sou pré-candidato. Ainda vamos consultar os vereadores, os filiados, para que as pessoas manifestem seu interesse, mas já posso afirmar que vou disputar”, pontuou.

Fontes ligadas ao partido garantem, também, que após a oficialização da adesão ao governo, a bancada pode ser reduzida com a saída de Adelton Cachorrão. O parlamentar não esconde que já está alinhado à administração e tem feito conversas com ao menos dois outros partidos – todos da base governista, com grande probabilidade de migrar para o PSB, legenda do prefeito.

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