Saúde e Beleza

Automedicação pode causar dependência e agravar doenças já existentes, afirma especialista

Automedicação pode causar reações adversas e até a morte. Foto: Pexels/Pixabay
Automedicação pode causar reações adversas e até a morte. Foto: Pexels/Pixabay

Hábito comum entre 77% dos brasileiros, segundo informações do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação pode agravar doenças sérias e até mascarar sintomas importantes para que elas sejam diagnosticadas. Assim, a data de 5 de maio marca o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, criada para cons­cientizar a sociedade e fortalecer os cuidados que devem ser observados no uso de medicamentos.

De acordo com a farmacêutica Maria Cristina Tavares, que atende nas Unidades Básicas de Saúde Vila Calu e Jardim Caiçara, gerenciadas pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim), ambas na zona sul de São Paulo, é necessário alertar a todos acerca dos riscos que a ingestão inadequada de fármacos pode trazer à saúde.

“A prática de medicalização inadequada pode causar reações adversas à saúde da população, impactando no crescimento de índices de intoxicação, resistências bacterianas, interações medicamentosas e reações alérgicas”, destaca.

A especialista ressalta, ain­da, que a pandemia de covid-19, que fez com que a busca por medicamentos, sem eficácia comprovada contra a doença, aumentasse bruscamente. “A prática pode agravar ainda mais o quadro da doença, inclusive, desencadeando outras patologias graves”, afirma.

A veiculação de campanhas publicitárias de medicamentos e o livre acesso a determinados fármacos estimulam hábito bastante comum na maioria dos lares brasileiros: a chamada “caixinha de remédios”, na qual é comum serem encontrados fármacos como analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e até remédios controlados. “Algumas pessoas, inclusive, não saem de casa sem suas bolsinhas de remédios”, diz.

A prática não é recomendada, pois, além das questões já citadas, o uso de certos remédios sem prescrição pode causar sérios efeitos colaterais, dependência e até óbito, em casos de dosagem excedida ou fortes reações alérgicas, por exemplo. “Em casos de dores, mal-estar ou sintomas de quaisquer tipos de doenças, o ideal é sempre consultar o médico. O profissional irá levar em consideração as características do metabolismo de cada paciente para diagnosticar sintomas e, assim, recomendar a melhor medicação.”

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