Editorias, Notícias, São Paulo

Ato contra aumento da tarifa de transporte tem violência na av. Paulista

Ato contra aumento da tarifa de transporte tem violência na av. Paulista
Manifestantes entraram em confronto com a polícia ainda na concentração na praça do Ciclista. Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress

A segunda manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo teve confronto com a polícia ainda na concentração na praça do Ciclista, na avenida Paulista, no fim da tarde desta quarta-feira (15).

Os manifestantes relataram terem sido alvos de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha da PM antes da passeata. Um manifestante e um fotógrafo ficaram feridos, segundo o MPL.

“Estávamos sentados no chão, no começo do jogral, quando fomos agredidos”, disse uma das líderes do movimento Gabriela Dantas.

No primeiro ato contra o aumento, no dia 10 de janeiro, os líderes do movimento queriam terminar a protesto na praça do Ciclista, mas o comando da Polícia Militar fez um cordão de isolamento e impediu que seguissem.

O protesto terminou em vandalismo, com duas agências bancárias da Caixa Econômica e uma do Itaú com as vidraças depredadas na avenida. Em jogral, os manifestantes prometeram que, em represália, iriam começar o próximo protesto na praça do Ciclista.

Nesta quarta, os oficiais também não deixaram o ato prosseguir pela avenida Paulista. A manifestação, então, desceu a rua da Consolação e se dispersou cerca de duas horas depois na praça Roosevelt.

Assim com no protesto do dia 10, três oficiais da PM foram destacados para mediar o trajeto do ato com líderes do MPL. “A violência no começo do ato mostra que essa mediação é apenas midiática. Não há diálogo. Mas vamos continuar a protestar contra esse aumento abusivo”, disse Gabriela.

A reportagem tentou por duas vezes falar com um dos mediadores, o capitão Luciano, mas não foi atendida.

Após a dispersão, cerca de 60 manifestantes ainda resistiram a deixar a rua da Consolação na altura da praça Roosevelt, mas depois seguiram pela rua Amaral Gurgel.

Segundo o Movimento Passe Livre, o ato reuniu cerca de 1.000 pessoas. A PM não fez uma estimativa. Eles criticam os índices de reajuste usados pelos governos municipal e estadual, além de defenderem o fim da cobrança de tarifas para usar o transporte público.

REAJUSTE

No fim do ano passado, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou o aumento da tarifa do transporte municipal de R$ 4 para R$ 4,30.
No início deste ano foi a vez do governador João Doria (PSDB) determinar o mesmo reajuste para a passagem nos trens da CPTM e do metrô.

De acordo com a prefeitura, o índice de aumento, de 7,5%, ficou acima da inflação registrada em 2018, de 3,5%, devido ao congelamento da tarifa nos dois anos anteriores.

Em 2017, o governador Doria estava em seu segundo ano a frente da prefeitura paulistana e já era cotado para representar o PSDB na disputa eleitoral pelo governo de São Paulo.

Em 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) aumentou a passagem de R$ 3 para R$ 3,20 o que não absorveu a inflação no período, segundo a atual gestão tucana.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*