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Atletismo brasileiro obtém 21 medalhas e já supera campanha de Londres-2012

A cinco dias do final dos Jogos, o atletismo paraolímpico brasileiro já ultrapassou na Rio-2016 o número de pódios de Londres-2012.

Ontem (13), com a conquista de mais quatro medalhas (um ouro, duas pratas e um bronze), chegou a 21. Na Inglaterra foram 18.

É o melhor desempenho nacional do esporte na história, superando qualitativamente Nova York/Stoke Mandeville-1984 (seis de ouro, 12 de prata e três de bronze).

Na comparação entre os esportes mais nobres dos Jogos, o atletismo desbancou a natação e é protagonista no Rio. Em Londres, a natação superou o atletismo em ouros: nove a sete.

Uma das razões para a mudança é a queda na performance de Andre Brasil.

Dono de três ouros em 2012, o nadador de 32 anos não faturou nenhum até agora depois de quatro provas.

Ganhou um bronze e uma prata – esta última ontem, na final dos 100m livre na categoria S10 (deficientes físicos com menor nível de comprometimento). “Saio em parte feliz, um pouco decepcionado”, disse após a prova. “Achei que nadaria um pouco mais rápido.”

O atletismo tem sido vital para a pretensão do Comitê Paralímpico Brasileiro de encerrar os Jogos entre os cinco primeiros, pelo número de ouros. O país está justamente em quinto lugar, com dez ouros, 21 pratas e 12 bronzes – as 43 medalhas igualam o total obtido em Londres.

Dos dez ouros do Brasil até as 19h50 de ontem, sete tinham sido do atletismo.

Decepção

Esperava-se um oitavo, mas a deficiente visual Terezinha Guilhermina, favorita, queimou a largada dos 200m e voltou a ficar sem medalha.

Terezinha já tinha sido desclassificada nos 100m, da qual era campeã paraolímpica. Depois da prova, a brasileira deu uma volta pela arena agradecendo ao público.

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