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Atila revoga reajuste e mantém tarifa de ônibus em R$ 3,80

Atila revogou decreto que aumentaria a tarifa embasado na falta de planilhas de custo. Foto: Roberto Mourão/PMM

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), revogou ontem (4) o decreto que previa o aumento da tarifa dos ônibus muni­cipais de R$ 3,80 para R$ 4,20, a partir do próximo sábado. O ato foi publicado no último dia 28, ainda na gestão do ex-prefeito Donisete Braga (PT). O socialista também man­teve o vale-transporte em R$ 4,50 e anulou resolução que suspendia o passe livre de estudantes. De acordo com Atila, questões de ordem “social e técnica” pesaram na decisão.

“O trabalhador da cidade foi surpreendido pelo aumento da tarifa, assim como nosso governo. Todo o processo está viciado e não há embasamento jurídico. Não existe sequer pedido formal da empresa Suzantur para o aumento das passagens. O ex-prefeito deu um ‘bom princípio’ aos empresários e um presente de grego para a população”, destacou Atila. A medida também atende orientação do PSB estadual, que já havia requisitado a revisão do reajuste implementado em Guarulhos, hoje governada por Gustavo Henric Costa, o Guti (PSB).

O prefeito também criticou a inexistência de plani­lhas sobre a composição dos custos operacionais e afirmou que documento será “exigência” em eventual concessão de reajuste. A apresentação das planilhas é antiga reivindicação de movimentos sociais, que reclamam da falta de transparência na política de preços do transporte.

“Tem de haver uma planilha para que a prefeitura analise se há mesmo necessidade de aumento. Determinei que nosso departamento jurídico levantasse o processo e solicitei que os secretários de Governo (João Gaspar) e de Mobilidade Urbana (Elder da Silva Almeida) reunissem documentos necessários para averiguar a base que o ex-prefeito usou para chegar a esse valor da tarifa”, disse.

De acordo com Jacomussi, a liminar que suspendia a cobrança da tarifa de R$ 4,20 a partir de janeiro foi cassada ontem e o novo valor passaria a valer a partir de hoje, caso o decreto não fosse revogado.

O prefeito também condicionou o reajuste a requerimento formal da Suzantur e sustentou que não há prazo para que a nova administração analise possibilidade de aumento.

“Estamos vivendo uma crise nacional e Mauá é uma das cidades da região que mais sofreu com o desemprego. Hoje, o transporte público é um bem público indispensável. Temos de entender a situação social do país. Não posso concordar com um processo público que foi feito da noite para o dia sem embasamento legal”, completou.

Manifestação

Apesar da revogação do decreto, movimentos sociais liderados pelo Comitê Unificado Contra o Aumento das Passagens mantiveram o ato agendado para amanhã, às 16, em frente à estação Mauá da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O grupo pede a garantia de manutenção dos preços das passagens de ônibus.

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