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Atila anuncia redução de até 46,05% na taxa do lixo para residências

Atila anuncia redução de até 46,05% na taxa do lixo para residências
Atila: “resolvemos subsidiar o valor, beneficiando os moradores”. Foto: Caio Arruda/PMM

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), anunciou nesta quarta-feira (12) a redução da taxa do lixo a partir de janeiro de 2019, conforme divulgado pelo Diário Regional na edição de 8 de dezembro. A cobrança é motivo de indignação no município desde o envio do projeto à Câmara, em dezembro do ano passado. A redução só foi possível porque, depois de seu retorno à prefeitura, em setembro, o socialista renegociou vários contratos com fornecedores, dentre os quais o da empresa Lara.

Com críticas ao antecessor, Atila afirmou que os munícipes ainda desconhecem os motivos da cobrança. “A po­pulação ainda não sabe o que ocasionou a taxa do lixo. Vou dizer o porquê. Alguns políticos que passaram por aqui foram responsáveis pelo aumento do valor da dívi­da do lixo, como o ex-prefeito Donisete Braga, que em 2015 parcelou débito de R$ 45 milhões. Dessa dívida foram pagas 34 parcelas, ainda faltam 26. O valor do parcelamento é de 754 mil mensais. Se Mauá não conseguia pagar uma taxa, ele deixou duas. Porém, antes de ir embora reajustou o contrato com a Lara. Eram R$ 25 milhões e no dia 20/12 aumentou para R$ 30 milhões. Então, quando assumi tínhamos duas contas para pagar, a medição mensal e o parcelamento. Aí ficou inviável”, afirmou.

Segundo o prefeito, houve várias ameaças da empresa Lara de paralisar a coleta na cidade, por isso foi aprovada a taxa em dezembro. “Infelizmente, com a minha ausência, de maio a setembro, a cidade ficou de joelhos. O governo interino implementou a primeira taxa do lixo, cobrada na conta de água, e achou por bem retroagir aos meses anteriores. Quando foi aprovada a lei, em dezembro, era para ser implementada em maio, mas não com a obrigatoriedade de retroagir às cobranças de janeiro a abril. O governo interino não pensou no traba­lhador. Se a população não consegue pagar uma conta, imagina duas”, pontuou.

“Sabemos o quanto é difícil pagar todas as contas em dia. Por isso, estamos tomando providências para que os tributos não pesem no bolso do trabalhador, com isso resolvemos subsidiar o valor, beneficiando os moradores de Mauá”, complementou.

DESCONTO

A definição do montante a ser pago leva em consideração o consumo de água e a destinação de imóvel (residencial, comercial e industrial). A partir de janeiro mais de 82 mil residências que gastam até 10m3 de água e pagavam R$ 8,91, vão desembolsar R$ 7,90, uma economia de 11,34%.

Nas outras faixas, quem consome de 10m³ a 20m² a diminuição foi de 7,63%, caindo de R$ 17,95 para R$ 16,58; de 20m³ a 50m³, caiu de R$ 27,01 para R$ 21,85, economia de 19,10%. Já quem consome de 50m³ a 400 m³, a queda foi de 46,05%, caindo de R$ 60,02 para R$ 32,38.

Com o desconto, a prefeitura deixará de arrecadar a partir de 2019 R$ 7,7 milhões por ano com a taxa. A arrecadação anual de 2018 foi de R$ 28,3 milhões e com o decreto, que passará a valer a partir de janeiro de 2019, será de R$ 20, 6 milhões. Segundo a administração municipal, assim que o débito for quitado, a cobrança será extinta. A redução da taxa, conforme a prefeitura, será realizada ano a ano.

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