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Artigo – Até sacanagem tem limites

Artigo - Até sacanagem tem limites
Reprodução Facebook

As eleições de 2022 prometem ser as mais tumultuadas desde a redemocratização do país, e com ingredientes a mais que vão da sacanagem explicita até as traições mais deslavadas possíveis, em todas as esferas.

No âmbito nacional, Lula do PT e Bolsonaro do PL ainda são quase Polianas ao se manterem fieis ao seus princípios e formas.

O presidente da República segue seu roteiro com rompantes contra o Judiciário, ora tendo como alvo o STF – Supremo Tribunal Federal –, ora contra o TSE – Tribunal Superior Eleitoral –, e acrescente-se aí a Petrobras, tentando demonstrar o descontrole, como se nada tivesse a ver com isso, táticas do marketing político criado pelo nazista Goebles, enchendo mais o coração de ódio do que a cabeça de certezas, também reeditando o “Ame-o ou Deixe-o.

Lula segue o mesmo caminho, também mantendo seu rebanho unido com discursos de retorno a uma realidade menos dolorida, que embora também tenha privilegiado, e muito, o capital, o fez de uma maneira que uma minoria ficasse com a picanha inteira e uma maioria com a carne de segunda e pelo menos a gordura da picanha. Ambos (Lula e Bolsonaro) são os lados da mesma moeda, um não sobrevive no atual cenário sem o outro.

O PSDB, que nasceu de centro-esquerda e transmutou-se para a centro-direita, vive o pecado de não saber para aonde vai devido à guerra interna entre velhos e novos tucanos uns desejosos de cair no colo de Bolsonaro, outros no colo de Lula.

Os demais partidos vão orbitar as duas candidaturas, abandonando seus presidenciáveis a deriva, sem ter a vista um porto seguro.

Nos Estados o vale tudo está aberto, desde que renda votos.

A única coisa cristalina é que o Centrão, purgatório de tudo o que há de pior na política nacional, continua a dar as cartas pela sobrevivência da trupe. E as poucas federações anunciadas são insuficientes para dar fim Às suas maquinações, porque não importa qual o governo eles estarão lá, firmes e fortes na base de sustentação, foi assim om Lula, e é assim com Bolsonaro e será com o novo ocupante do Palácio do Planalto.

Retratos dessa sacanagem generalizada do passado e de hoje: ver FHC na reeleição ter dois palcos em São Paulo com Paulo Maluf e Mario Covas; como também é “lindo” ver Collor que há esteve ao lado de Lula, ao lado de Bolsonaro com este pregando o fim da velha política.

E falando do Grande ABC, nascido de batateiros e ceboleiros a tentativa de clara de manter as novas oligarquias, ora políticas, ora familiares no poder, através de um clientelismo exacerbado que sangra os cofres públicos para objetivos inconfessáveis, pelo menos publicamente.

Tudo isso se resume na velha máxima: “Sacanagem é todo bom negócio do qual você participa, porque se você participa não é sacanagem”.

Devem ser excelentes estudiosos do francês Charles Maurice Talleyrand que participou de duas revoluções, traiu mais de 20 reis e é considerado o fundador da Europa Moderna, também é o arquétipo do traidor.

Resta saber o que sobrará das terras tupiniquins.

Donizetti de Souza
Jornalista

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