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Argentina derrota a Colômbia nos pênaltis e pegará o Brasil na final

Argentina derrota a Colômbia nos pênaltis e fará clássico com o Brasil na final
Messi abraça o goleiro Emiliano Martinez após a classificação argentina. Foto: Reprodução/Conmebol

Haverá clássico na final da Copa América. A Argentina derrotou a Colômbia nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal nesta terça-feira (6) e vai enfrentar o Brasil na grande decisão, marcada para sábado, no Maracanã. No Mané Garrincha, em Brasília, argentinos e colombianos fizeram duelo equilibrado, franco, brigado, com erros, mas também lances de talento.

A Argentina foi melhor na primeira etapa e abriu o placar com Lautaro Martínez, após assistência de Lionel Messi, que mais uma vez desequilibrou. No segundo tempo, a Colômbia reagiu a partir das mexidas do técnico Reinaldo Rueda e buscou o empate com Luis Díaz.

Nos pênaltis, Emiliano Martinez defendeu três cobranças, garantiu a vitória de sua seleção e reiterou que os argentinos encontraram, depois de algum tempo, um goleiro confiável. Davinson Sánchez, Mina e Cardona pararam no goleiro, o herói da classificação albiceleste. Apenas De Paul errou para o time argentino.

Liderada por Messi, a Argentina alcançou sua primeira final da Copa América em solo brasileiro. Agora, a missão é encerrar o jejum de títulos que já dura 28 anos. A seleção não levanta uma taça desde 1993, quando conquistou a Copa América naquele ano. Os argentinos perseguem a 15ª taça da competição. A Colômbia decide o terceiro lugar com o Peru, sexta-feira, às 21h, no Mané Garrincha.

Vale lembrar que os dois países eram as sedes originais da Copa América, primeiro prevista para 2020 e adiada posteriormente para este ano em virtude da pandemia de covid-19. Protestos populares contra a reforma tributária fizeram com que a Colômbia abrisse mão da competição, enquanto a Argentina desistiu em razão do recrudescimento da pandemia.

Em campo, fez a diferença a favor da Argentina poder contar com o talento de Lionel Messi. O craque, que está sem contrato com o Barcelona, deu mais uma assistência e agora tem nove participações diretas em 11 gols da Argentina, já que marcou quatro vezes – é o artilheiro do torneio – e deu cinco passes para seus companheiros balançarem as redes.

No Mané Garrincha, Messi começou a fim de jogo, o que reflete na atuação da equipe. O craque deixou Lautaro Martínez em ótima condição para abrir o placar aos três minutos, mas o cabeceio passou ao lado do gol de Ospina. Aos seis, porém, o atacante da Inter de Milão não perdoou.

Messi recebeu de Lo Celso na área, girou o corpo e rolou para Lautaro bater de primeira, cruzado, e sair para comemorar. Um pouco atordoada, a Colômbia respondeu rápido com Quadrado, que exigiu grande defesa de Emiliano Martínez em arremate de esquerda.

O ritmo da partida, que começou intensa, caiu um pouco à medida que as tentativas ofensivas dos colombianos estavam sendo neutralizadas pela zaga argentina. O jogo voltou a ganhar em emoção com duas bolas na trave disparadas por jogadores da seleção colombiana.

Aos 35 minutos, Barrios bateu de fora da área e viu a bola desviar antes de encontrar o pé da trave esquerda. No minuto seguinte, após escanteio da direita, Mina, em sua especialidade, subiu mais que todos e cabeceou com força, no travessão. Antes de os times descerem para os vestiários, Nico González teve a chance de ampliar a vantagem da Albiceleste, mas Ospina defendeu o cabeceio do atacante após escanteio cobrado por Messi.

O técnico Reinaldo Rueda, claramente insatisfeito com o que viu na etapa inicial, mexeu três vezes na Colômbia no intervalo e as alterações deram resultado. Cardona, que entrara no lugar de Borré, deu mais qualidade ao meio-campo. Depois, Borja também foi a campo e deixou o time com mais presença ofensiva. O atacante, que pertence ao Palmeiras, quase marcou em seu primeiro lance em campo.

Porém, se Borja não foi às redes, Luis Díaz marcou. O meia foi lançado por Cardona pelo lado esquerdo, ganhou na velocidade de Pezzella e tocou na saída de Martínez. Tudo igual aos 15 minutos, um placar mais justo pelo que as duas seleções apresentaram em Brasília.

Até então acuada, a Argentina acordou após levar o empate. Scaloni lançou mão de Di María, que entrou bem. O meia do PSG fez bela jogada e encontrou Messi dentro da área. O camisa 10 se livrou da marcação e chutou na trave esquerda. Na sobra, Lautaro bateu em cima de Sánchez.

Ligado, Di Maria estava a fim de jogo. O atacante partiu com liberdade, driblou Ospina e deixou Lautaro à vontade para marcar, sem goleiro. Contudo, o atacante chutou fraco e Barrios salvou em cima da linha. No rebote, Di María isolou.

O duelo ficou um pouco violento, com muitas faltas e cartões amarelos – foram nove, no total – perdeu em qualidade técnica, mas ganhou em emoção, de modo que, com os dois times com campo para atacar, o final foi maluco, com chances para ambos os lados. Nenhum, porém, aproveitou e a definição do finalista saiu nos pênaltis, nos quais brilhou o goleiro Emiliano Martínez.

ARGENTINA 1 (3) X 1 (2) COLÔMBIA

Gols: Lautaro Martínez, aos seis minutos do primeiro tempo. Díaz, aos 15 minutos da segunda etapa. Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela). Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF).

ARGENTINA

Emiliano Martínez; Molina (Montiel), Otamendi, Pezzella e Tagliafico; Guido Rodríguez, Lo Celso (Paredes) e De Paul; Messi, Nicolás González (Di María) e Lautaro Martínez. Técnico: Lionel Scaloni.

COLÔMBIA

Ospina; Muñoz (Fabra), Mina, Davinson Sánchez e Tesillo; Cuellar (Chará), Barrios, Luis Díaz e Quadrado; Borre (Cardona) e Zapata (Borja). Técnico: Reinaldo Rueda.

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