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Aproximação entre DEM, PPS e PRB irrita Michels

Michels: “não se governa pressionando o prefeito”. Foto: Eberly LaurindoReconciliação entre o bloco DEM/PPS/PEN com o governo Lauro Michels (PV), em Diadema, parece cada vez mais distante. Não bastasse a disputa por espaço – governistas acusam o bloco de pressionar por cargos na administração – e a recente postura de oposição adotada pelos cinco parlamentares de PPS e DEM na Câmara, a aproximação dos vereadores dessas legendas com os três parlamentares do PRB – Cicinho, Ricardo Yoshio e Pastor João – pode ser o ingrediente que faltava para azedar de vez o que já não estava bom.

Michels tem declarado que não se abstém de debater com DEM e PPS, desde que não queiram empurrar o PRB “goela abaixo”. “Não se governa pressionando o prefeito. Isso não é ser parceiro. O PRB era meu adversário na eleição, não quero governar com eles”, afirmou. O presidente municipal do PRB, Dario Barbosa, não confirma o interesse da legenda em ser governista, mas não nega a aproximação com os dois partidos que ajudaram a eleger Michels.

“O PRB quer sim participar de um projeto para a cidade, e o DEM e o PPS são nossos parceiros. Mas não queremos fazer parte de um governo que não escuta seus aliados”, declarou. “Somos um grupo, já formado (DEM, PPS e PRB), com projetos sólidos para 2018 e para 2020”, completou.

O bloco em franca formação no Legislativo conta ainda com o PR, cujo único representante é o vereador e presidente municipal Luiz Paulo Salgado. Luiz Paulo já foi aliado de Lauro Michels, mas após a saída do PR para o PPS do ex-secretário de Transportes da cidade, José Carlos Gonçalves, e a expectativa não confirmada de que o PR ocuparia alguma secretaria no governo, Salgado resolveu apoiar a candidatura do ex-vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho (PRB), derrotado por Michels no segundo turno.

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